Menino de 13 anos cria joias com diamantes e já tem peças que custam até R$ 90 mil que foram parar no tapete vermelho

Menino de 13 anos cria joias com diamantes e já tem peças que custam até R$ 90 mil que foram parar no tapete vermelho

Enquanto muitos adolescentes ainda descobrem quais hobbies querem levar adiante, Sebastian Šťastný já transforma cera em joias de ouro e trabalha com diamantes raros. Aos 13 anos, o menino de Fulnek, na República Tcheca, criou uma marca própria e passou a chamar atenção pelo trabalho artesanal.

O que começou como uma oficina infantil ganhou outra dimensão em pouco tempo. Sebastian aprendeu a criar modelos de joias com cera, técnica que permite reproduzir detalhes muito pequenos em metais preciosos. Depois, passou a trabalhar com ouro, prata e pedras que podem elevar o valor de uma única peça para dezenas de milhares de reais.

Como Sebastian começou a fazer joias; veja alguns modelos / crédito: Joias Sebo

O interesse surgiu a partir da própria família. A mãe de Sebastian, Veronika Mročková, já trabalhava com joias e percebeu desde cedo que o filho tinha facilidade para desenhar, modelar e criar objetos manualmente.

A oportunidade apareceu durante um workshop realizado em uma clínica de prótese dentária. O local utilizava ceras especiais que também servem para produzir modelos de joias.

Sebastian fez seu primeiro anel durante a atividade e entregou a peça à mãe. O resultado surpreendeu Veronika, que decidiu incentivar o filho a continuar.

A partir daí, os dois começaram a desenvolver a marca Sebo Jewelry. Para que a família pudesse trabalhar oficialmente com metais preciosos e registrar as peças, Veronika também passou a estudar ourivesaria.

O menino, entretanto, não ficou apenas nos modelos de cera. Hoje, ele também corta, lixa, pole e trabalha com o metal, enquanto a mãe participa das decisões técnicas, do marketing e da administração do negócio.

Técnica transforma cera em joias de ouro

Grande parte das peças nasce por meio da técnica conhecida como lost wax, ou método da cera perdida.

Primeiro, Sebastian cria o formato da joia em cera. Depois, o modelo recebe uma forma de gesso e passa por aquecimento. A cera derrete e deixa um espaço vazio dentro da estrutura.

Na sequência, o metal derretido ocupa esse espaço e reproduz o desenho criado pelo jovem.

A técnica permite criar formatos bastante detalhados e também ajuda a explicar uma das características da marca: as peças não saem de uma forma de silicone para serem produzidas repetidamente.

“Não usamos formas de silicone para multiplicar uma joia várias vezes, mas cada uma é única”, explicou o jovem em entrevista à imprensa tcheca.

Essa exclusividade também pesa no preço. Algumas peças chegam a dezenas de milhares de reais, enquanto uma das joias anunciadas pela marca alcança cerca de R$ 90 mil.

Menino de 13 anos cria jóias e trabalha com diamante raro

Um dos pontos que mais chamaram atenção na trajetória de Sebastian foi o uso de diamantes asterizados, pedras que apresentam padrões naturais e características ópticas particulares.

Segundo os relatos publicados pela imprensa tcheca, Sebastian foi o primeiro joalheiro do país a utilizar esse tipo de diamante em uma joia. A pedra é extraída em apenas uma mina conhecida no Zimbábue.

A experiência também exigiu aprendizado próprio. O encaixe das pedras criou dificuldades porque a estrutura metálica exercia pressão sobre os finos fragmentos de diamante.

Sebastian e a mãe precisaram desenvolver uma maneira própria de trabalhar com o material, usando tentativa e erro.

O resultado ajudou a colocar o trabalho do garoto em um nicho pouco comum até mesmo entre profissionais adultos.

Joias já foram usadas por famosos

A trajetória de Sebastian também ganhou força quando suas criações chegaram a pessoas conhecidas na República Tcheca.

Entre os nomes estão Eva Burešová e Přemek Forejt, que receberam anéis combinando produzidos pelo jovem. O trabalho também chamou a atenção das irmãs Aňa e Ester Geislerová.

Aňa usou um dos colares criados por Sebastian no tapete vermelho do Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na estreia do filme “Pramen”.

A peça tinha uma característica incomum: o pingente podia ser usado dos dois lados graças ao corte reversível da pedra.

Para Sebastian, a aparição foi um momento importante para uma marca que ainda estava começando.

Além disso, o jovem trabalha com peças sem uma divisão rígida entre masculino e feminino. Ele defende, por exemplo, que homens também podem usar joias com pérolas.

Mãe cuida dos negócios enquanto Sebastian cria

A divisão de tarefas dentro da família também chama atenção.

Sebastian fica principalmente responsável pela criação e pelo trabalho artesanal. A mãe participa do desenvolvimento dos conceitos, administra as redes sociais, cuida da parte financeira e avalia quais modelos podem seguir para a fundição.

O dinheiro das vendas também recebe uma destinação específica. Depois dos impostos, Sebastian recebe uma parcela como remuneração, enquanto outra parte retorna para a própria atividade e financia a compra de novos materiais e pedras.

Mesmo com a crescente procura, o garoto ainda precisa conciliar a joalheria com a escola.

Ele afirma que aceita os pedidos que consegue produzir tecnicamente e que pretende estudar em uma escola de ourivesaria para aperfeiçoar o conhecimento do ofício.

Por enquanto, Sebastian não demonstra interesse em seguir para uma universidade. Ele prefere aprender diretamente com a prática, fazer cursos e viajar para conhecer diferentes técnicas.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/diario-mais/menino-de-13-anos-cria-joias-com-diamantes-e-ja-tem-pecas-que-custam-ate-r-90-mil-que-foram-parar-no-tapete-vermelho/

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