Pantanal não é só planície: região esconde montanhas de quase 1.000 metros que surgem entre rios, matas e áreas alagadas e mudam a paisagem

Pantanal não é só planície: região esconde montanhas de quase 1.000 metros que surgem entre rios, matas e áreas alagadas e mudam a paisagem

Quando se fala em Pantanal, a imagem que provavelmente vem à cabeça é a de uma imensa área plana, marcada por rios, baías, campos alagados e vegetação que parece se estender até o horizonte. Mas existe um ponto do Mato Grosso do Sul capaz de mudar completamente essa percepção.

Na região da Serra do Amolar, montanhas surgem de maneira abrupta em meio à planície pantaneira, criando um cenário que combina paredões rochosos, áreas de mata, rios, corixos e grandes extensões de água.

A própria Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul destaca a região justamente pela geografia diferente da paisagem tradicional do Pantanal.

Ainda no Mato Grossos do Sul, conheça a antiga capital fundada em 1752 que guarda igreja inacabada há 250 anos e cachoeira gigante de 252 metros.

Veja fotos do Pantanal brasileiro:

Por que a Serra do Amolar chama tanta atenção?

O Pantanal sul-mato-grossense é conhecido por suas extensas áreas inundáveis. Na Serra do Amolar, porém, o relevo ganha protagonismo.

Documentos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) descrevem a região como parte dos planaltos residuais do Urucum-Amolar, que acompanham a borda da planície do Pantanal.

Na prática, isso significa que as áreas de relevo elevado aparecem lado a lado com terrenos muito baixos e sujeitos às dinâmicas das águas.

É justamente esse contraste que torna a paisagem tão incomum: de um lado, a aparência aberta da planície; do outro, uma sequência de morros e cristas que pode chegar a quase 1 mil metro de altitude.

Segundo a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, o ponto mais alto da Serra do Amolar alcança aproximadamente 976 metros.

Montanhas aparecem onde muita gente espera encontrar apenas planície

A sensação de surpresa aumenta quando a paisagem é observada a partir das águas.

O Rio Paraguai e outros cursos d’água atravessam a região, enquanto corixos e baías ajudam a compor um mosaico de ambientes. O resultado é uma paisagem na qual água, vegetação e montanhas aparecem praticamente no mesmo enquadramento.

Estudos e documentos do ICMBio apontam que a planície pantaneira apresenta uma rede de drenagem formada por rios, corixos, vazantes e baías, enquanto a Serra do Amolar interrompe visualmente a predominância do relevo plano.

É por isso que fotografias da região costumam impressionar tanto: as montanhas parecem surgir diretamente da imensidão alagável.

Um pedaço diferente do Pantanal de Mato Grosso do Sul

A Serra do Amolar está localizada na região de Corumbá, no extremo oeste de Mato Grosso do Sul, próxima à fronteira com a Bolívia.

O território possui cerca de 80 quilômetros de extensão de morrarias, com pontos próximos de 1 mil metro de altitude, segundo o Governo de Mato Grosso do Sul.

A região também apresenta características ambientais particulares. A combinação entre relevo, água, clima e diferentes formações vegetais cria condições para uma biodiversidade bastante expressiva.

O próprio governo estadual destaca que o local reúne elementos associados a ambientes do Pantanal, da Mata Atlântica e da Amazônia, formando uma composição ecológica pouco comum.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/pantanal-nao-e-so-planicie-regiao-esconde-montanhas-de-quase-1-000-metros-que-surgem-entre-rios-matas-e-areas-alagadas-e-mudam-a-paisagem/

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