Aos 30 anos, jovem transforma habilidade da adolescência em negócio de R$ 245 bilhões e entra para lista dos 400 mais ricos dos EUA

Aos 30 anos, jovem transforma habilidade da adolescência em negócio de R$ 245 bilhões e entra para lista dos 400 mais ricos dos EUA

Antes de acumular bilhões de dólares, Steven Hao disputava competições tentando resolver problemas de programação mais rápido e melhor do que outros jovens de algumas das melhores equipes do mundo.

Em 2014, ele representou os Estados Unidos na Olimpíada Internacional de Informática. Voltou para casa com uma medalha de ouro.

Na época, provavelmente seria difícil imaginar até onde aquelas linhas de código o levariam.

Doze anos depois, aos 30, Hao entrou para um dos clubes mais exclusivos dos Estados Unidos: o ranking das 400 maiores fortunas do país. Seu patrimônio é estimado pela Forbes em US$ 5,8 bilhões, aproximadamente R$ 30 bilhões.

Mais impressionante do que o tamanho da fortuna é a velocidade com que ela cresceu.

Por trás dos bilhões está uma empresa fundada há menos de três anos e uma inteligência artificial criada justamente para fazer aquilo que Hao aprendeu ainda jovem: programar computadores.

Da medalha de ouro ao Vale do Silício

A programação apareceu cedo na trajetória de Hao.

Quando conquistou o ouro na Olimpíada Internacional de Informática, em 2014, ele já estava entre os jovens que mais se destacavam mundialmente na resolução de problemas computacionais.

Depois das competições, o caminho seguiu em direção ao mercado de tecnologia. Hao estudou Ciência da Computação e Matemática no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, mais tarde, trabalhou como engenheiro na Scale AI, empresa especializada em dados para sistemas de inteligência artificial.

Foi nesse universo que sua trajetória se cruzou definitivamente com as de Scott Wu e Walden Yan.

Os três tinham algo em comum. Todos haviam conquistado medalhas de ouro em competições internacionais de informática e se conhecido no circuito de programação competitiva.

Anos depois, aquela conexão deixaria as competições para entrar no mundo dos negócios.

Em 2023, Hao saiu da Scale AI e participou da criação da Cognition ao lado de Wu e Yan.

A ideia que impulsionaria a empresa parecia ambiciosa: criar uma inteligência artificial capaz de assumir parte do trabalho realizado por engenheiros de software.

Uma IA que recebe uma tarefa e começa a programar

Imagine pedir a uma inteligência artificial para desenvolver ou corrigir determinada função de um software e, em vez de receber apenas algumas sugestões de código, deixar que o sistema trabalhe em diferentes etapas da tarefa.

Essa é a proposta do agente desenvolvido pela Cognition.

O Devin consegue escrever e reparar códigos, trabalhar sobre bases de software existentes e executar tarefas a partir de instruções fornecidas pelos usuários.

Isso significa que a ferramenta tenta ir além dos assistentes tradicionais de programação. Em vez de simplesmente sugerir a próxima linha de código, a proposta é assumir parcelas maiores do processo de desenvolvimento.

A ideia chamou a atenção de grandes empresas.

Citibank e a fintech Ramp estão entre os clientes que utilizam a tecnologia, segundo a Forbes.

Mas foi fora das telas dos programadores que o Devin provocou a maior transformação na vida de seu cofundador.

De US$ 1,3 bilhão para US$ 5,8 bilhões

No início de 2026, Steven Hao já poderia ser considerado extremamente rico.

Em janeiro, a Forbes estimava seu patrimônio em aproximadamente US$ 1,3 bilhão. A Cognition, naquele momento, estava avaliada em cerca de US$ 10 bilhões.

Nos meses seguintes, investidores continuaram despejando dinheiro no mercado de inteligência artificial. A Cognition se tornou uma das empresas beneficiadas por essa corrida.

A companhia captou US$ 2 bilhões em uma nova rodada de investimentos e passou a ser avaliada em US$ 48 bilhões, cerca de R$ 245 bilhões. A rodada confirmou a dimensão alcançada pela empresa menos de três anos depois de sua fundação.

A valorização também multiplicou a riqueza de quem estava por trás do negócio.

Como maior acionista entre os fundadores, Hao viu sua fortuna estimada saltar para US$ 5,8 bilhões.

Em poucos meses, foram aproximadamente US$ 4,5 bilhões acrescentados ao patrimônio calculado pela Forbes.

Aos 30 anos, ele se torna o mais jovem da Forbes 400

Quando a Forbes fechou os números de seu ranking de 2026, em setembro, entrar para a lista estava mais difícil do que nunca.

Era necessário possuir pelo menos US$ 4,4 bilhões para conseguir uma vaga entre as 400 maiores fortunas dos Estados Unidos.

Com patrimônio estimado em US$ 5,8 bilhões, tornou-se o integrante mais jovem da Forbes 400 de 2026.

Seus sócios Scott Wu e Walden Yan também se tornaram bilionários com a valorização da Cognition, mas Hao, apontado pela revista como o maior acionista entre os fundadores, foi o único dos três a acumular patrimônio suficiente para entrar no ranking.

Inteligência artificial cria uma nova geração de bilionários

O nome de Hao também ajuda a contar uma história maior.

Há apenas um ano, quatro pessoas com menos de 40 anos possuíam patrimônio suficiente para aparecer na Forbes 400.

Sete estrearam no ranking neste ano, e todas construíram suas fortunas a partir da explosão da inteligência artificial.

O grupo inclui Hao, o cofundador da OpenAI Greg Brockman e nomes ligados à Anthropic, desenvolvedora do Claude. Juntos, os dez integrantes mais jovens da Forbes 400 acumulam US$ 169 bilhões.

A IA não está apenas transformando produtos, empresas e profissões. Também está acelerando a criação de algumas das maiores fortunas do Vale do Silício.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/aos-30-anos-jovem-transforma-habilidade-da-adolescencia-em-negocio-de-r-245-bilhoes-e-entra-para-lista-dos-400-mais-ricos-dos-eua/

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