Após 60 anos, idosas usam fichas antigas e redes sociais para reunirem turma de escola dos anos 1960 em SP; veja a história

Após 60 anos, idosas usam fichas antigas e redes sociais para reunirem turma de escola dos anos 1960 em SP; veja a história

Seis décadas podem mudar muita coisa: cidades, profissões, famílias e até os caminhos que cada pessoa escolhe seguir. Ainda assim, para um grupo de antigas colegas de escola, o tempo não foi suficiente para apagar uma amizade construída na juventude.

Cerca de 60 anos depois de dividirem a mesma sala de aula, ex-alunas da Escola Estadual Professor Walter da Silva, na capital paulista, voltaram a se encontrar para relembrar histórias e celebrar os vínculos que permaneceram ao longo dos anos.

Hoje, com idades entre 70 e 80 anos, elas vivem em diferentes lugares e seguiram trajetórias distintas. Mesmo assim, mantiveram viva a lembrança dos tempos de escola. Para conseguir reunir novamente a antiga turma, porém, foi preciso começar uma busca que levou anos.

Busca por fichas antigas e redes sociais

A ideia de reconstruir a turma surgiu há cerca de dez anos, quando Iracildes, hoje com 80 anos, decidiu procurar as antigas colegas. Ao lado de uma amiga, ela voltou à escola onde estudaram para tentar encontrar as fichas cadastrais e recuperar os nomes completos das ex-alunas.

A partir daí, a procura ganhou novos caminhos. Com as informações reunidas, as amigas começaram uma verdadeira força-tarefa pelas redes sociais. Facebook, Instagram e contatos telefônicos compartilhados entre conhecidas ajudaram a localizar antigas colegas que haviam seguido diferentes rumos depois da escola.

Pouco a pouco, a lista cresceu e novas integrantes passaram a fazer parte do grupo. O reencontro acabou ganhando até um nome bem-humorado: “Clube da Luluzinha”. O que começou como uma tentativa de localizar antigas companheiras de sala se transformou, então, em uma tradição que atravessou os anos.

Amigas espalhadas pelo Brasil e pela Alemanha

Com a turma novamente reunida, os encontros passaram a acontecer periodicamente. A distância, que durante décadas dificultou o contato entre algumas delas, deixou de ser um obstáculo para a amizade.

As antigas colegas construíram vidas em diferentes lugares. Algumas permaneceram em São Paulo, enquanto outras se mudaram para cidades como Curitiba (PR) e Rondonópolis (MT). Uma delas, inclusive, vive atualmente na Alemanha.

Cada trajetória trouxe novas histórias. Ao longo das décadas, elas formaram famílias, construíram carreiras e seguiram diferentes profissões, incluindo áreas do ensino superior, como o Direito. Apesar das mudanças, quando se encontram, o tempo parece voltar aos anos de escola.

Entre abraços e risadas, as amigas aproveitam os encontros para recuperar lembranças da juventude vivida nos anos 1960. As histórias vão desde momentos importantes, como a missa de formatura, até as travessuras típicas da época.

Uma das lembranças que ainda provoca risadas envolve a Jovem Guarda. Naquele período, algumas das estudantes usavam perucas para imitar o visual da cantora Wanderléa, uma das principais figuras do movimento musical que marcou a juventude brasileira.

As memórias, assim, ajudam a reconstruir uma época em que as amigas ainda estavam descobrindo os caminhos que seguiriam pela vida. Agora, décadas depois, elas compartilham não apenas as lembranças, mas também as transformações que cada uma viveu desde aqueles dias.

Mais do que uma reunião de antigas colegas, os encontros se tornaram uma maneira de preservar uma parte da própria história. A amizade começou nos bancos escolares, atravessou mudanças, distâncias e mais de meio século e, ainda hoje, encontra espaço para continuar.

Para o grupo, reencontrar as antigas companheiras representa justamente isso: voltar por algumas horas à juventude, recuperar histórias que poderiam ter se perdido com o tempo e celebrar um vínculo que resistiu por seis décadas.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/apos-60-anos-idosas-usam-fichas-antigas-e-redes-sociais-para-reunirem-turma-de-escola-dos-anos-1960-em-sp-veja-a-historia/

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