
A arrojada e complexa infraestrutura urbana de Chongqing, localizada no coração da China, coloca em evidência como as metrópoles brasileiras ainda se encontram atrasadas no que diz respeito à engenharia de tráfego e ao desenvolvimento de soluções viárias tridimensionais. A metrópole chinesa conquistou internacionalmente a reputação de abrigar o município mais difícil de dirigir em todo o planeta. Essa fama não surgiu por acaso, sendo construída a partir da experiência de motoristas e viajantes que se deparam diariamente com um dos desenhos urbanos mais complexos do mundo.
A cidade “8D” e o desafio aos sistemas de GPS
A explicação para essa complexidade está na forma como Chongqing distribui toda a sua infraestrutura em diferentes níveis e planos. Na prática, essa organização faz com que ruas, viadutos, prédios e outros elementos da paisagem urbana se sobreponham de maneira impressionante. Em razão dessa característica única, a cidade transformou-se em um verdadeiro fenômeno em vídeos nas redes sociais, que destacam situações incomuns, como uma rodovia passando entre prédios ou uma estação de trem situada em um nível completamente diferente da rua.
Estruturas incomuns nos topos dos edifícios
Apelidada de cidade “8D”, essa denominação faz referência direta à sua estrutura tridimensional, capaz de desafiar até mesmo os aplicativos de navegação mais modernos. Os sistemas de GPS encontram dificuldades para orientar os condutores porque trabalham, em grande parte, com representações bidimensionais do espaço urbano. Como consequência, uma rota aparentemente simples pode se transformar em um verdadeiro labirinto para quem trafega pelo local. A peculiaridade do projeto urbano de Chongqing se reflete em estruturas atípicas espalhadas pela cidade, onde alguns prédios abrigam trilhos de trem, helipontos e até mesmo postos de gasolina em seus níveis superiores.