Leonardo DiCaprio escolhe refúgio de 53 mil hectares no Pantanal com safári de onças e bangalôs com piscina privativa em meio à natureza

Leonardo DiCaprio escolhe refúgio de 53 mil hectares no Pantanal com safári de onças e bangalôs com piscina privativa em meio à natureza

Imagine acordar no Pantanal, cercado por uma paisagem natural e, ao longo do dia, sair para observar a fauna, percorrer trilhas ou remar enquanto o sol se põe. Foi nesse cenário que Leonardo DiCaprio esteve nesta semana, durante uma expedição por alguns dos ecossistemas mais importantes e ameaçados do Brasil.

O destino escolhido pelo ator foi o Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, no Mato Grosso do Sul.

A visita fez parte de uma viagem que também passou pela Amazônia e pelo Cerrado. DiCaprio ainda participou de uma homenagem ao cacique Raoni Metuktire. A passagem pelo Pantanal ainda foi confirmada pela Re, organização ambiental fundada pelo próprio ator.

A escolha do ator não surpreende, afinal, o Pantanal não é só planície: região esconde montanhas de quase 1.000 metros que surgem entre rios, matas e áreas alagadas e mudam a paisagem.

Veja fotos do refúgio de Leonardo DiCaprio:

Um refúgio no coração do Pantanal

O Caiman fica a cerca de 200 quilômetros de Campo Grande e 180 quilômetros de Bonito. O local ocupa uma área que já foi estância inglesa e completou 40 anos em 2025.

A história começou em 1985, quando Roberto Klabin assumiu a propriedade e iniciou um projeto de manejo sustentável. A ideia era integrar a pecuária extensiva à natureza, aproveitando campos de pastagens naturais e artificiais.

Dos 53 mil hectares da propriedade, 5.600 são destinados a uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), garantindo a preservação permanente da área.

Turismo de luxo com contato direto com a natureza

Inspirado no Delta do Okavango, no Botsuana, o Caiman adotou uma proposta de turismo de baixo impacto e alto valor. Isso significa limitar o número de visitantes e apostar em hospedagens integradas à paisagem.

O espaço conta com a Casa Caiman, sua pousada principal, com 18 suítes, além de duas villas privativas: a Baiazinha, com seis suítes, e a Cordilheira, com sete bangalôs independentes.

Na Casa Caiman, as suítes têm pelo menos 45 m² e contam com varanda. Já a Baiazinha fica em uma área mais remota da propriedade. O espaço possui deque e piscina e pode receber grupos de até 12 pessoas.

A acomodação mais nova é a Cordilheira, inaugurada em 2026. Ela foi construída diante de uma área de mata de cordilheira, formação típica do Pantanal em que uma vegetação mais alta aparece como uma espécie de ilha verde em meio à planície alagável.

Os sete bangalôs independentes contam com piscina privativa, deque, bar, sala de TV e espaços voltados ao bem-estar. A villa recebe grupos de até 16 pessoas.

Safári, trilhas e canoagem para Leonardo DiCaprio

A experiência no Caiman não fica restrita à hospedagem. Os visitantes podem participar de atividades acompanhadas por guias bilíngues e veículos próprios, em uma programação que inclui safáris, trilhas, canoagem e focagem noturna.

Entre as experiências está a possibilidade de fazer a canoagem durante o pôr do sol do Pantanal.

A proposta é permitir que o visitante passe mais tempo em contato com o ambiente natural, mas sem abrir mão da estrutura de conforto e privacidade.

O sabor do Pantanal também aparece à mesa

A gastronomia é outro elemento da experiência. A cozinha do Caiman é inspirada nas comidas das casas brasileiras e reúne receitas tradicionais de diferentes regiões do país.

Entre os pratos destacados estão a chipa, o arroz carreteiro, o caldo de piranha, o pacu na brasa e a sopa paraguaia.

A hospedagem inclui pensão completa, com café da manhã, almoço, jantar, lanches e bebidas durante as refeições.

Um destino que coloca a conservação no centro

O que ajudou a colocar o Caiman no radar de DiCaprio vai além do turismo. O refúgio é conhecido pelas ações de conservação ambiental e, em 2025, recebeu um prêmio no Pure Awards, no Marrocos, pelo projeto de regeneração da fauna e da flora do Pantanal após os incêndios que atingiram a região.

A estadia também apoia projetos como o Onçafari, voltado à conservação das onças-pintadas, e o Instituto Arara Azul, que monitora e trabalha para aumentar a população de araras-azuis. Além disso, o refúgio gera oportunidades de emprego para moradores da região e promove eventos relacionados à cultura pantaneira.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/turismo/leonardo-dicaprio-escolhe-refugio-de-53-mil-hectares-no-pantanal-com-safari-de-oncas-e-bangalos-com-piscina-privativa-em-meio-a-natureza/

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