
A fase da Lua Cheia começou no dia 26 de setembro de 2026, às 13h50, e terminará no dia 03 de outubro de 2026, às 10h26, quando dará lugar à Lua Minguante. A força gravitacional que a Lua e o Sol exercem sobre o nosso planeta controla o comportamento diário dos oceanos de maneira física e implacável.
Durante a plenitude luminosa desta janela astronômica, o alinhamento espacial dos astros cria as famosas marés de sizígia, também conhecidas como marés grandes ou vivas.
Na extensa costa da Baixada Santista, esse fenômeno resulta em alterações oceanográficas altamente expressivas. O volume total de água deslocado aumenta de maneira drástica.
Na maré alta, a água invade os calçadões da Ponta da Praia em Santos de forma agressiva. Na maré baixa, o recuo do mar expõe grandes faixas de areia em São Vicente.
Consequentemente, as correntes marítimas que circulam nesses canais ganham muita velocidade e força. Essa turbulência exige extrema perícia técnica dos condutores de pequenas embarcações.
Saiba mais sobre a Lua Cheia
O impacto direto na atividade pesqueira
O aumento da correnteza e da luminosidade altera completamente a rotina dos pescadores esportivos e profissionais da região. A Lua Cheia desponta como a melhor fase para a pesca em diversos cenários.
A luminosidade intensa faz com que os peixes subam rapidamente para a superfície da água.
Esse comportamento natural provoca um aumento imediato na velocidade do metabolismo dos animais e amplia o apetite dos cardumes de maneira formidável. Portanto, a produtividade atinge resultados ótimos nos rios e estuários.
A leitura tática no ambiente salgado
Apesar do cenário positivo nos rios, o mar aberto impõe variáveis muito mais complexas. A sabedoria náutica ensina que a Lua Cheia pode apresentar resultados neutros no oceano devido a motivos diversos. A correnteza excessivamente forte dificulta o posicionamento das iscas no fundo.
Além disso, a claridade permite que os peixes identifiquem as linhas de pesca com facilidade.
Sendo assim, o pescador caiçara adapta as suas técnicas, buscando locais abrigados da força da maré e utilizando equipamentos mais discretos para garantir as capturas.
A janela de produtividade e a meteorologia
A ciência e a experiência nativa apontam que os melhores dias de ação ocorrem frequentemente nos períodos de transição.
Os guias indicam que a janela de dois a três dias antes ou depois da mudança exata da fase lunar concentra picos intensos de atividade alimentar. Além disso, a pressão atmosférica e as chuvas recentes afetam as águas de forma definitiva.
A entrada de frentes frias vindas do sul levanta o mar e causa ressacas severas durante as marés de sizígia. O cruzamento diário da tábua de marés com a meteorologia garante a segurança total.