Mais de 2.500 vagões do metrô de Nova York foram parar no fundo do mar e ninguém imaginava o que aconteceria depois

Mais de 2.500 vagões do metrô de Nova York foram parar no fundo do mar e ninguém imaginava o que aconteceria depois

Mais de 2.500 antigos vagões do metrô de Nova York foram parar no fundo do Oceano Atlântico. No entanto, os trens não foram descartados como lixo.

Entre 2001 e 2010, a Autoridade Metropolitana de Transporte de Nova York (MTA) utilizou os vagões em um programa para criar recifes artificiais e ampliar os habitats para espécies marinhas.

Os veículos pertenciam às séries R-33 e R-36 e ficaram conhecidos como Redbirds por causa da pintura vermelha. Os trens circularam pelo sistema de metrô de Nova York principalmente entre as décadas de 1970 e 1990.

Depois que saíram de serviço, os vagões receberam uma nova função. A MTA levou as estruturas para diferentes pontos do litoral dos Estados Unidos, entre Nova Jersey e a Geórgia.

Vagões passaram por limpeza antes de afundar

Antes de chegarem ao fundo do mar, os antigos trens passaram por um processo de preparação. As equipes limparam e desinfetaram os vagões para reduzir os riscos ao ambiente.

Além disso, trabalhadores retiraram cabos, bancos, rodas e outros componentes que poderiam prejudicar o ecossistema marinho.

Depois da preparação, embarcações especiais transportaram os vagões até os pontos definidos pelas autoridades. Em seguida, os equipamentos realizaram o afundamento de forma controlada.

A escolha dos locais também seguiu critérios ambientais. Os vagões foram posicionados em áreas do fundo do mar formadas principalmente por areia, onde havia menos estruturas capazes de servir como abrigo para a vida marinha.

Peixes começaram a ocupar os antigos trens

Com o passar dos anos, a estrutura metálica dos vagões começou a ganhar uma nova aparência. Algas, moluscos e outros organismos marinhos passaram a ocupar as superfícies dos antigos trens.

Aos poucos, os vagões se transformaram em novos habitats para diferentes espécies. O que antes transportava passageiros pelas ruas de Nova York passou a fazer parte do ecossistema do Atlântico.

O projeto foi desenvolvido pela MTA em parceria com órgãos federais e estaduais ligados à pesca e à proteção da vida selvagem.

Além do objetivo ambiental, a iniciativa também trouxe uma vantagem financeira. A utilização dos vagões como recifes artificiais ajudou a reduzir os custos que a autoridade teria para retirar e descartar os antigos trens.

Atualmente, alguns desses recifes artificiais também atraem pescadores e mergulhadores. Assim, estruturas que poderiam ter sido simplesmente descartadas ganharam uma nova função no fundo do oceano.

Com o tempo, os antigos vagões passaram a contribuir para a criação de áreas de abrigo e alimentação para organismos marinhos. Dessa forma, os trens aposentados se transformaram em parte de uma estratégia para ampliar a biodiversidade em determinadas regiões do litoral.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/mais-de-2-500-vagoes-do-metro-de-nova-york-foram-parar-no-fundo-do-mar-e-ninguem-imaginava-o-que-aconteceria-depois/

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