Parece uma simples caixa cheia de argila, mas estrutura de R$ 38 milhões já ajudou a salvar 1.500 vidas nas rodovias brasileiras

Parece uma simples caixa cheia de argila, mas estrutura de R$ 38 milhões já ajudou a salvar 1.500 vidas nas rodovias brasileiras

A Arteris investiu R$ 38 milhões na construção de três dessas estruturas. Elas ficam em pontos estratégicos de rodovias e podem ser decisivas quando um veículo perde os freios durante uma descida.

Uma caixa cheia de argila pode parecer uma estrutura simples. No entanto, ela tem uma função importante para evitar tragédias nas rodovias brasileiras. O equipamento integra as chamadas áreas de escape e já ajudou a salvar 1.500 vidas.

A Arteris investiu R$ 38 milhões na construção de três dessas estruturas. Elas ficam em pontos estratégicos de rodovias e podem ser decisivas quando um veículo perde os freios durante uma descida.

As áreas de escape aparecem principalmente em trechos de serra. Nesses locais, caminhões e ônibus enfrentam longos declives e exigem bastante do sistema de frenagem.

Quando os freios apresentam algum problema, o motorista pode perder rapidamente o controle do veículo. Em uma situação como essa, cada segundo pode fazer diferença.

O Brasil registra cerca de 300 acidentes por ano em rodovias federais relacionados a problemas no sistema de freios. O número representa quase uma ocorrência por dia, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Para que serve a caixa de argila?

A caixa de argila faz parte de um sistema criado justamente para situações de emergência. Ela fica no final de uma área de escape e ajuda a parar veículos que não conseguem mais frear normalmente.

Na prática, a área funciona como uma pista alternativa. Ela fica posicionada às margens da rodovia e possui sinalização própria para orientar os motoristas.

Ao perceber uma falha nos freios, o condutor pode direcionar o veículo para esse espaço. Depois, os pneus entram em contato com um material que aumenta a resistência e reduz gradualmente a velocidade.

As caixas podem receber argila expandida, brita ou cascalho. O material dificulta o deslocamento do veículo e ajuda a levá-lo até a parada.

Algumas áreas também possuem uma inclinação para cima. Nesse caso, o próprio aclive contribui para diminuir a velocidade do veículo.

O tamanho dessas estruturas varia conforme as características de cada rodovia. Uma área de escape da Via Anchieta, em São Paulo, tem aproximadamente 85 metros.

Já na BR-376, no Paraná, existem estruturas que ultrapassam 240 metros de extensão.

A profundidade da caixa também muda de acordo com o projeto. Em determinados pontos, ela começa com cerca de 15 centímetros e chega a 1,5 metro na parte mais profunda.

Onde existem áreas de escape?

O recurso está presente em diferentes rodovias brasileiras. Há estruturas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais.

Entre os locais que contam com esse tipo de equipamento estão a Via Anchieta, a BR-376, a BR-116, a BR-227, a SC-418, a BR-146 e o Anel Rodoviário de Belo Horizonte.

Na Via Anchieta, uma das áreas está localizada na descida da Serra do Mar. O trecho exige atenção dos motoristas devido às características da pista e ao longo percurso em declive.

A Arteris mantém três áreas de escape em rodovias sob sua administração. Duas ficam na BR-376, no Paraná, nos quilômetros 667,3 e 671,7. A terceira está na BR-116, em São Paulo, no quilômetro 353.

O investimento de R$ 38 milhões contemplou a implantação das três estruturas. Além disso, os locais contam com monitoramento por câmeras durante 24 horas.

Quando um veículo utiliza a área de escape, o Centro de Controle e Segurança Operacional da concessionária recebe o alerta. A partir disso, as equipes podem deslocar profissionais para prestar atendimento.

Caixa de argila já evitou acidentes graves

O funcionamento do sistema ganhou destaque em diferentes situações envolvendo veículos que perderam os freios durante descidas.

Em um desses casos, um ônibus de 12 metros apresentou uma falha no sistema de frenagem. O veículo transportava um carro de corrida e ainda puxava uma carreta com outro automóvel.

Diante da emergência, o motorista conseguiu direcionar o ônibus para uma área de escape. O veículo sofreu danos, mas os ocupantes conseguiram sair em segurança.

Depois da ocorrência, uma equipe da concessionária utilizou uma escavadeira para retirar o ônibus da caixa de argila expandida.

O episódio ajuda a explicar por que uma estrutura aparentemente simples pode ter um papel tão importante nas rodovias.

Quando um caminhão ou ônibus perde os freios em uma descida, o risco de uma colisão aumenta rapidamente. Nesses casos, uma área de escape pode ser a diferença entre um acidente grave e uma tragédia.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/parece-uma-simples-caixa-cheia-de-argila-mas-estrutura-de-r-38-milhoes-ja-ajudou-a-salvar-1-500-vidas-nas-rodovias-brasileiras/

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