‘Caneta emagrecedora vai deixar de ser coisa só para ricos’, diz Padilha sobre chegada dos medicamentos ao SUS

‘Caneta emagrecedora vai deixar de ser coisa só para ricos’, diz Padilha sobre chegada dos medicamentos ao SUS

As chamadas canetas emagrecedoras devem deixar de ser um tratamento acessível apenas para pessoas com maior poder aquisitivo e poderão ganhar espaço no Sistema Único de Saúde (SUS). A afirmação é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Caneta emagrecedora vai deixar de ser coisa só para ricos no Brasil”, declarou durante entrevista virtual com jornalistas paulistas, com participação do Diário do Litoral.

Segundo Padilha, o Ministério da Saúde já solicitou a avaliação da incorporação dos medicamentos para situações nas quais existam evidências científicas de benefícios aos pacientes e ao sistema público. “Tudo que tiver evidência científica, nós vamos colocar no SUS”, afirmou.

Obesidade não é ‘questão estética’

Padilha ressaltou que o governo trata a obesidade como problema de saúde, e não apenas como uma questão estética.

Segundo o ministro, a doença está associada a problemas cardiovasculares e ortopédicos, necessidade de cirurgia bariátrica, questões de saúde mental e determinados tipos de câncer.

Por isso, as canetas deverão ser avaliadas como medicamentos para pacientes com indicação clínica. “Não como um milagre estético, mas como medicação para cuidar das pessoas que precisam ter acesso ao produto”, afirmou.

Segundo Padilha, um grupo hospitalar ligado ao Ministério da Saúde já utiliza esse tipo de medicamento. Entre os pacientes estão pessoas com obesidade que aguardavam cirurgia bariátrica e aquelas com problemas cardíacos associados.

O ministro também disse que existe previsão de iniciar o tratamento em determinados grupos de mulheres que tiveram câncer de mama. Entretanto, isso não significa que qualquer paciente poderá receber gratuitamente as canetas.

Uma comissão independente analisa a incorporação de medicamentos ao SUS e estabelece os grupos elegíveis e a forma de distribuição.

Governo diz que preço caiu 70%

Antes de ampliar a oferta pública, Padilha afirma que o governo adotou medidas para aumentar a concorrência no mercado da semaglutida.

Segundo ele, 16 medicamentos desse tipo foram registrados no Brasil, incluindo produtos de empresas nacionais ou com previsão de produção no País.

O ministro atribuiu a esse movimento uma redução de 70% no preço da semaglutida nas farmácias. Para Padilha, o custo menor também aumenta a viabilidade de uma futura oferta pelo SUS.

Um dos critérios considerados será o impacto que o tratamento pode provocar na própria rede pública. O ministro citou, por exemplo, a possibilidade de reduzir cirurgias bariátricas e internações relacionadas às doenças cardiovasculares.

“Vai ser muito bom para as pessoas não terem que passar por cirurgia bariátrica, não terem que ficar internadas por conta disso, com risco de infecção e risco da cirurgia”, afirmou.

A definição final sobre quais pacientes terão direito ao medicamento, contudo, dependerá da avaliação técnica de incorporação.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/variedades/saude/caneta-emagrecedora-vai-deixar-de-ser-coisa-so-para-ricos-diz-padilha-sobre-chegada-dos-medicamentos-ao-sus/

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