Cometa de 4,8 km e 58 bilhões de toneladas deixa rastros no espaço e dá origem a chuva de meteoros que ilumina o céu em fenômeno

Cometa de 4,8 km e 58 bilhões de toneladas deixa rastros no espaço e dá origem a chuva de meteoros que ilumina o céu em fenômeno

Um cometa com aproximadamente 4,8 quilômetros de diâmetro e massa estimada em 58 bilhões de toneladas está relacionado à formação da chuva de meteoros Táuridas, um dos fenômenos mais conhecidos da astronomia.

O corpo celeste tem nome: 2P/Encke. Ele possui uma órbita considerada curta por especialistas em astronomia. Em suma, completa uma volta ao redor do Sol a cada 3,3 anos e já passou milhares de vezes pela região interna do Sistema Solar.

Essa proximidade frequente com o Sol também provoca mudanças no próprio cometa. O calor faz com que ele perca parte do material congelado de sua superfície ao longo das passagens.

Os fragmentos liberados pelo 2P/Encke permanecem em sua trajetória. Quando essas partículas entram na atmosfera terrestre em alta velocidade, elas se aquecem e produzem os riscos luminosos conhecidos como meteoros.

As Táuridas podem ser observadas nos dois hemisférios durante várias semanas. O fenômeno se destaca pela presença de alguns bólidos, que aparecem como meteoros especialmente brilhantes.

O cometa foi observado inicialmente em 1786 por Pierre Méchain e Charles Messier. Anos depois, Johann Franz Encke calculou sua órbita e confirmou seu caráter periódico.

Táuridas terão dois picos em novembro

Em 2026, a chuva de meteoros terá dois períodos de maior atividade. As Táuridas do Sul devem atingir o pico nas madrugadas de 5 e 6 de novembro.

Já as Táuridas do Norte devem apresentar maior atividade entre 12 e 13 de novembro.

Apesar de não produzir uma abundância de meteoros por hora, o fenômeno chama atenção pela possibilidade de observar rastros muito luminosos.

A melhor oportunidade começa depois da meia-noite. Para aumentar as chances de observação, o ideal é procurar locais afastados das luzes das cidades e com o horizonte livre.

A constelação de Touro serve como referência para localizar a região do céu onde os meteoros aparecem. Os eventos mais brilhantes podem ser vistos sem telescópios ou binóculos.

Cometa também é alvo de observação

O 2P/Encke continua sendo acompanhado por astrônomos por causa de sua trajetória periódica. Em determinadas fases, sua observação exige equipamentos profissionais devido à proximidade com o Sol.

O cometa também aparece em hipóteses sobre acontecimentos históricos. Uma delas relaciona um fragmento do objeto ao evento de Tunguska, ocorrido na Sibéria em 1908.

Essa relação, porém, permanece como hipótese. Enquanto isso, os fragmentos deixados pelo 2P/Encke continuam contribuindo para a formação das Táuridas observadas na Terra.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/cometa-de-48-km-e-58-bilhoes-de-toneladas-deixa-rastros-no-espaco-e-da-origem-a-chuva-de-meteoros-que-ilumina-o-ceu-em-fenomeno/

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