
A votação deste domingo (4) definiu os novos representantes da Baixada Santista na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ao todo, seis deputados estaduais ligados à região foram eleitos, resultado que pode aumentar a presença do litoral paulista no Legislativo estadual em relação à atual composição.
O número definitivo de cadeiras conquistadas pela Baixada, no entanto, depende da apuração e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Confira a lista
EDUARDA CAMPOPIANO – PL – 1.950.347 de votos
SOLANGE FREITAS – UNIÃO – 77.508 de votos
Por que nem sempre o mais votado é eleito?
A eleição para deputado estadual funciona de maneira diferente da disputa para presidente, governador e senador. Enquanto nesses cargos é aplicado o sistema majoritário, para deputados estaduais e federais é utilizado o sistema proporcional.
Isso significa que a quantidade de votos recebida por cada candidato é importante, mas não é o único fator considerado. O desempenho do partido ou da federação também influencia diretamente na distribuição das cadeiras.
Nas Eleições 2026, estão em disputa 1.035 vagas nas Assembleias Legislativas dos Estados, além de 513 cadeiras na Câmara dos Deputados e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal. No Senado, 54 das 81 cadeiras serão renovadas.
Veja os outros candidatos da Baixada Santista
Como as vagas são distribuídas?
O processo começa pelo cálculo do quociente eleitoral, obtido a partir da divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras disponíveis.
Os votos válidos são aqueles destinados aos candidatos e às legendas. Votos brancos e nulos ficam fora da conta.
Depois, é calculado o quociente partidário, que indica quantas vagas cada partido ou federação conquista. Para isso, são considerados os votos recebidos pela legenda em relação ao quociente eleitoral, com o resultado decimal descartado.
As cadeiras conquistadas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada partido ou federação, desde que eles também atinjam a votação mínima prevista pela legislação.
Por isso, a quantidade de votos de um candidato não deve ser analisada de forma isolada. Um nome pode receber milhares de votos e não conseguir uma cadeira, enquanto outro, com uma votação individual menor, pode ser eleito por causa do desempenho da legenda.
É esse mecanismo que define, ao final da apuração, quantos representantes cada partido terá e quais candidatos ocuparão as cadeiras destinadas à Assembleia Legislativa.