
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 teve apenas um voto contrário no Senado Federal: o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação, realizados na quarta-feira (14).
Com a aprovação nas duas Casas, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional. Além de prever o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. A implementação, porém, será gradual, com uma etapa inicial de redução para 42 horas semanais.
Fim da escala 6×1 teve apenas o voto de Hamilton Mourão como contrário
A princípio, Mourão manteve sua posição contrária à PEC mesmo após a mudança de orientação de parte da oposição, que passou a apoiar a proposta. Antes da votação, o senador afirmou que votaria contra o texto.
O placar foi o mesmo no primeiro e no segundo turno: 75 votos favoráveis e um contrário. Como se trata de uma mudança na Constituição, a proposta precisava de pelo menos 49 votos favoráveis em cada etapa para ser aprovada no Senado.
Entre os parlamentares que apoiaram a medida esteve Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato à Presidência da República. O senador votou a favor da PEC.
🚨 HAMILTON MOURÃO foi o ÚNICO senador que votou CONTRA o fim da escala 6X1. pic.twitter.com/eTJ8UjGPFz
— QG do POP (@QGdoPOP) October 15, 2026
O que muda com o fim da escala 6×1?
A PEC estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. Um deles deverá ocorrer preferencialmente aos domingos. A proposta, assim, busca substituir o modelo de seis dias de trabalho para um de folga por uma organização semanal com mais tempo de descanso.
A redução da jornada ocorrerá em duas etapas após a promulgação. Primeiro, o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, 60 dias depois da entrada em vigor da emenda. Em seguida, 12 meses após essa primeira mudança, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
A transição completa está prevista para ocorrer em 14 meses. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta, que agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional.