Gigante dos mares de 65 mil toneladas quase colide com barco de madrugada e oficial é premiado por evitar acidente com 1.600 pessoas a bordo

Gigante dos mares de 65 mil toneladas quase colide com barco de madrugada e oficial é premiado por evitar acidente com 1.600 pessoas a bordo

Porta-aviões britânico quase colidiu com ferry no Mediterrâneo; no detalhe, oficial premiado por evitar o acidente/ Arte: ChatGPT/OpenAI; foto da premiação: Divulgação/Royal Navy.

Um porta-aviões de 65 mil toneladas, com cerca de 1.600 pessoas a bordo, quase se envolveu em uma colisão durante a madrugada no Mar Mediterrâneo. O acidente só foi evitado após uma sequência de manobras realizadas por um oficial da Marinha britânica, que acabou sendo premiado pela atuação.

O episódio aconteceu em 19 de novembro de 2025, mas ganhou repercussão após a Royal Navy divulgar, nesta quinta-feira (8), o reconhecimento ao tenente David Hardiman, responsável pelas decisões que impediram o acidente.

O navio militar envolvido era o HMS Prince of Wales, um dos maiores porta-aviões do Reino Unido. A embarcação navegava pelo Mar Tirreno, entre a Itália e a ilha da Sardenha, quando um ferry de passageiros, identificado como GNV Sirio, mudou de direção e passou a seguir uma trajetória com risco de colisão.

Diante da aproximação perigosa, Hardiman precisou agir rapidamente. O oficial ordenou uma mudança de rumo e, posteriormente, a redução da velocidade do porta-aviões, permitindo que o ferry atravessasse sua frente sem provocar um acidente.

Mudança de rota durante a madrugada quase provocou colisão

Tudo começou por volta das 2h30, quando David Hardiman estava responsável pela navegação do HMS Prince of Wales durante seu turno de serviço.

Na ocasião, o tenente comandava uma pequena equipe no passadiço, área de onde são realizadas as operações de navegação do navio.

Segundo a Royal Navy, Hardiman identificou no radar uma embarcação a aproximadamente 15 milhas náuticas, distância equivalente a 27,8 quilômetros.

Inicialmente, a presença do ferry não representava perigo para o porta-aviões. Entretanto, conforme os dois navios se aproximavam, a embarcação civil alterou sua rota.

A mudança fez com que a distância entre eles diminuísse rapidamente, colocando ambos em uma trajetória de possível colisão.

O comunicado da Marinha britânica não detalha por que o ferry mudou de direção, nem informa se houve alguma falha de navegação.

Oficial realizou manobras de emergência para evitar acidente

Ao perceber o risco, Hardiman começou a acompanhar a aproximação do ferry e determinou que o porta-aviões mudasse de direção para boreste, lado direito da embarcação.

O objetivo era aumentar a distância entre os dois navios e evitar que suas trajetórias se cruzassem.

O tenente também chamou o navegador responsável para o passadiço, enquanto continuava monitorando a movimentação da embarcação civil.

Entretanto, a situação ficou ainda mais delicada quando a distância entre os navios continuou diminuindo.

Foi nesse momento que Hardiman ordenou o acionamento dos motores em marcha à ré para reduzir a velocidade do porta-aviões.

Além disso, a equipe passou a preparar o navio para a possibilidade de uma colisão.

As decisões foram suficientes para evitar o acidente. O GNV Sirio passou aproximadamente 366 metros à frente da proa, parte dianteira do HMS Prince of Wales, e as embarcações seguiram viagem sem colidir.

Porta-aviões estava perto de encerrar missão de sete meses

No momento do incidente, o HMS Prince of Wales estava próximo de concluir uma missão militar de sete meses.

A embarcação transportava aproximadamente 1.600 pessoas, além de seu grupo aéreo completo, e navegava pelo Mediterrâneo poucos dias antes de retornar para casa.

Durante a passagem pelo Mar Tirreno, o porta-aviões também se preparava para receber caças italianos F-35B, que participariam de um exercício militar.

Com 65 mil toneladas, o HMS Prince of Wales está entre os maiores navios já construídos para a Marinha britânica.

Por causa de suas dimensões, mudanças de direção e velocidade exigem planejamento e acompanhamento constante das condições de navegação.

Nesse cenário, a rápida reação do tenente foi considerada fundamental para impedir que a aproximação com o ferry terminasse em um acidente.

Oficial recebeu prêmio por evitar colisão

A atuação de David Hardiman foi reconhecida pela Shipwrecked Mariners’ Society, entidade britânica ligada ao apoio a profissionais do setor marítimo.

O tenente recebeu o Lady Swaythling Trophy, prêmio concedido por sua habilidade e capacidade de tomar decisões durante situações de risco no mar.

A homenagem foi entregue pelo almirante Sir George Zambellas, ex-chefe da Marinha britânica, durante a premiação anual da organização.

Em comunicado divulgado pela Royal Navy, o capitão Justin Osmond, diretor-executivo da entidade, destacou a atuação do oficial.

“O tenente Hardiman demonstrou serenidade, capacidade de julgamento e profissionalismo excepcionais em um momento de grande perigo”, afirmou.

Segundo Osmond, as decisões tomadas naquela madrugada ajudaram a proteger tanto as 1.600 pessoas a bordo do porta-aviões quanto os passageiros e tripulantes do ferry.

O representante também ressaltou que a reação rápida do tenente foi decisiva diante da aproximação perigosa entre as embarcações.

Assim, quase um ano depois do incidente, Hardiman recebeu o reconhecimento pela atuação que impediu uma possível colisão entre dois navios no Mediterrâneo.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/gigante-dos-mares-de-65-mil-toneladas-quase-colide-com-barco-de-madrugada-e-oficial-e-premiado-por-evitar-acidente-com-1-600-pessoas-a-bordo/

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