Mesmo com desvantagem em nova pesquisa Datafolha, Lula tem motivos para sorrir com detalhe pouco lembrado das eleições de 2014

Mesmo com desvantagem em nova pesquisa Datafolha, Lula tem motivos para sorrir com detalhe pouco lembrado das eleições de 2014

A pesquisa Datafolha sobre o segundo turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). Apesar da desvantagem, o atual presidente ainda tem motivos para manter as esperanças.

Isso porque, há 12 anos, em 2014, uma pesquisa semelhante apontava Aécio Neves (PSDB) com 51% das intenções de voto, contra 49% de Dilma Rousseff (PT). Naquele ano, a representante petista reverteu o cenário e venceu a eleição.

Vale ressaltar que, entre os votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, enquanto Lula aparece com 48%, uma diferença de quatro pontos percentuais.

Em resumo, a pesquisa foi encomendada pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo. Os dados foram coletados entre os dias 6 e 7 de outubro.

Primeiro turno

No primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 4 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram os dois candidatos mais votados e garantiram vaga no segundo turno.

Flávio terminou na primeira posição, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 2 milhões de votos.

Com o resultado, a disputa pela Presidência será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, quando os dois candidatos voltarão a se enfrentar nas urnas.

Eleições de 2014

As eleições presidenciais de 2014 foram disputadas em dois turnos e terminaram com a reeleição de Dilma Rousseff (PT), que venceu Aécio Neves (PSDB) por uma margem estreita. O resultado chamou a atenção porque o tucano chegou a aparecer numericamente à frente da petista nas pesquisas de intenção de voto durante o segundo turno.

Nos levantamentos divulgados em 8 e 9 de outubro, o Datafolha apontou Aécio com 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma. Nos dias 14 e 15 de outubro, o tucano manteve a mesma vantagem numérica.

No entanto, o cenário mudou nas semanas seguintes. Na pesquisa realizada nos dias 20 e 21 de outubro, Dilma passou à frente, com 52% dos votos válidos, enquanto Aécio apareceu com 48%. Na véspera da votação, a petista manteve essa vantagem.

Em 26 de outubro de 2014, Dilma confirmou a vitória nas urnas e foi reeleita presidente ao lado do vice Michel Temer. A petista conquistou 51,64% dos votos válidos, o equivalente a 54,5 milhões de votos, enquanto Aécio recebeu 48,36%, cerca de 51 milhões de votos. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 3,46 milhões de votos.

O precedente histórico ajuda a contextualizar a atual disputa presidencial. Na pesquisa mencionada, Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entretanto, o resultado de 2014 não significa que o cenário atual seguirá o mesmo caminho. As intenções de voto podem mudar ao longo da campanha, e somente a votação oficial determinará o vencedor.

Lula mudou de estratégia

Em busca de uma reviravolta no segundo turno das eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou a estratégia de campanha e passou a apostar em uma comunicação mais direta com os eleitores.

Entre as novidades estão a maior participação do ministro da Educação, Camilo Santana, e a aproximação com jovens lideranças, como a deputada federal Ana Elisa, de Minas Gerais. Lula também passou a gravar vídeos no formato selfie para dialogar diretamente com o eleitorado.

As mudanças foram discutidas com parlamentares e aliados. Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, o presidente reconheceu falhas na condução da campanha e criticou a organização da equipe.

“Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada de que participei desde 1989”, afirmou Lula, em referência a Edinho Silva, presidente nacional do PT e um dos coordenadores da campanha.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/mesmo-com-desvantagem-em-nova-pesquisa-datafolha-lula-tem-motivos-para-sorrir-com-detalhe-pouco-lembrado-das-eleicoes-de-2014/

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