
Nesta terça-feira (13), foi divulgada a pesquisa BTG/Nexus, que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o levantamento, Flávio aparece com 52% das intenções de votos válidos, enquanto Lula registra 48%.
O principal detalhe está na margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 10 e 12 de outubro.
Lula mudou a estratégia para o 2° turno
Em meio à tentativa de reverter o resultado do primeiro turno e conquistar a Presidência em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva reformulou parte da estratégia de campanha para as eleições de 2026. O presidente passou a apostar em uma comunicação mais direta com o eleitorado, além de ampliar a participação de aliados políticos nas ações eleitorais.
Entre os nomes que ganharam espaço nessa nova fase está Camilo Santana, atual ministro da Educação. A aproximação com parlamentares e representantes de diferentes grupos políticos também passou a integrar as discussões sobre os rumos da campanha.
Outro destaque é a participação de jovens lideranças, como a deputada federal Ana Elisa, apontada como a parlamentar mais jovem de Minas Gerais. A presença desses aliados contribuiu para que Lula investisse em vídeos no formato selfie, nos quais conversa diretamente com os eleitores, em uma tentativa de tornar sua comunicação mais próxima e espontânea.
As mudanças foram discutidas em uma reunião com parlamentares e aliados eleitos. Durante o encontro, Lula demonstrou insatisfação com a organização das atividades eleitorais e avaliou que a campanha poderia ter aproveitado melhor seu potencial.
A insatisfação também apareceu publicamente em uma transmissão ao vivo no YouTube. Apesar das críticas, o presidente manteve o tom descontraído ao comentar a condução dos trabalhos.
“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada de que participei desde 1989.”
Edinho Silva é o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e integra a coordenação da campanha de Lula à reeleição. A avaliação do presidente evidencia a preocupação da equipe em ajustar a estratégia na reta decisiva da disputa.
Resultado do primeiro turno aumenta pressão sobre Lula
A necessidade de mudanças ocorre após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro de 2026. Na ocasião, Lula e Flávio Bolsonaro garantiram as duas primeiras posições e confirmaram a disputa pela Presidência no segundo turno.
O candidato do PL encerrou a primeira etapa da eleição na liderança, com 47,03% dos votos válidos. Lula, do PT, alcançou 45,16%. A diferença entre os dois ficou em aproximadamente 2 milhões de votos.
Com esse desempenho, Flávio Bolsonaro chegou à segunda rodada na frente do atual presidente. Agora, Lula precisa ampliar seu apoio eleitoral para tentar reverter a desvantagem e conquistar um novo mandato.
O confronto definitivo está marcado para 25 de outubro de 2026. Até lá, os dois candidatos terão mais uma oportunidade de convencer os eleitores e buscar os votos necessários para vencer a eleição.