Pescadores enfrentam peixe gigante de 571 kg por três horas nos EUA e quase derrubam recorde mundial que resiste há 34 anos

Pescadores enfrentam peixe gigante de 571 kg por três horas nos EUA e quase derrubam recorde mundial que resiste há 34 anos

Uma enorme nadadeira surgiu na superfície do oceano e deixou o capitão Damon Sacco intrigado. À primeira vista, o animal parecia grande demais para ser um peixe. A suspeita era de que um tubarão gigantesco estivesse nadando próximo à embarcação. O que ele ainda não sabia era que estava prestes a protagonizar uma das capturas mais impressionantes da história da pesca esportiva em Massachusetts, nos Estados Unidos.

A surpresa aconteceu em 19 de agosto de 2026, a aproximadamente 160 quilômetros da costa norte-americana. Depois de uma batalha que durou cerca de três horas, Sacco e o pescador Walter Chapman conseguiram capturar um marlim-azul de aproximadamente 571 quilos e mais de 3,3 metros de comprimento.

O exemplar impressionou não apenas pelo tamanho, mas também pela resistência. Durante a disputa, o peixe chegou a perfurar a parte traseira da embarcação com seu bico longo e pontiagudo.

A captura estabeleceu um novo recorde estadual em Massachusetts e levantou a possibilidade de ser também a maior já registrada na Costa Leste dos Estados Unidos.

Apesar das dimensões extraordinárias, o animal ficou a apenas 64 quilos de superar um recorde mundial que pertence a um brasileiro há mais de três décadas.

Pescadores acreditaram ter encontrado um tubarão gigante

A aventura começou a bordo da embarcação Castafari, comandada por Damon Sacco, um capitão experiente em pescarias oceânicas.

A equipe navegava pela região de Atlantis Canyon, um cânion submarino localizado a aproximadamente 160 quilômetros de Cape Cod, quando percebeu uma movimentação incomum na água.

Segundo informações divulgadas pela revista People e pela agência Associated Press, Sacco avistou uma nadadeira gigantesca rompendo a superfície do oceano.

A primeira impressão foi de que se tratava de um tubarão. No entanto, conforme o animal se aproximava, o capitão começou a perceber características diferentes.

O peixe apresentava um bico longo e pontiagudo, típico dos marlins. Mesmo assim, suas dimensões eram tão impressionantes que Sacco teve dificuldade para acreditar no que estava vendo.

Quando a equipe finalmente identificou o animal, ficou claro que havia encontrado algo extraordinário. Mas reconhecer o gigante era apenas o começo. O maior desafio seria conseguir retirá-lo da água.

Batalha de três horas deixou buracos na embarcação

Fisgar o marlim-azul foi apenas a primeira etapa de uma disputa que exigiria força, paciência e resistência dos pescadores.

Durante aproximadamente três horas, Walter Chapman enfrentou as investidas do animal, que resistia às tentativas de aproximação e colocava os equipamentos de pesca à prova.

Conhecido pela velocidade e pela força, o marlim-azul está entre os peixes mais desafiadores da pesca esportiva oceânica. Quando fisgado, pode realizar movimentos bruscos, mergulhos e arrancadas que dificultam sua captura.

No caso de Chapman, a disputa foi tão intensa que deixou marcas na própria embarcação.

Em determinados momentos, o bico comprido e rígido do peixe atingiu a popa do Castafari, provocando perfurações na estrutura.

Depois de horas de esforço, os pescadores finalmente conseguiram dominar o marlim e retornar ao porto de Falmouth, em Massachusetts.

Foi somente no cais que a equipe descobriu a verdadeira dimensão do que havia acabado de acontecer.

Peixe de 571 quilos entrou para a história de Massachusetts

Quando o marlim-azul foi colocado na balança, o resultado surpreendeu até os pescadores mais experientes.

O animal pesava aproximadamente 571,5 quilos, equivalentes a 1.260 libras, e media mais de 3,3 metros de comprimento.

O tamanho chamou a atenção de curiosos, que se reuniram para observar o exemplar.

A captura de Walter Chapman foi reconhecida como um novo recorde estadual em Massachusetts, consolidando o episódio como um marco para a pesca esportiva da região.

A equipe também acredita que o animal possa ser o maior marlim-azul já fisgado na Costa Leste dos Estados Unidos. Essa possível marca regional, entretanto, não possui a mesma confirmação oficial do recorde estadual.

Além das dimensões impressionantes, outro detalhe tornou a história ainda mais surpreendente: o peixe chegou muito perto de superar um recorde mundial estabelecido em águas brasileiras em 1992.

Recorde mundial pertence a brasileiro desde 1992

Embora a captura norte-americana tenha entrado para a história, o recorde mundial de maior marlim-azul do Atlântico capturado com vara e linha, na categoria All-Tackle da International Game Fish Association (IGFA), continua pertencendo a um brasileiro.

Em 29 de fevereiro de 1992, Paulo Roberto Amorim capturou um marlim-azul de aproximadamente 636 quilos em Vitória, no Espírito Santo.

O exemplar pesava 1.402 libras e 2 onças e se tornou uma referência internacional na pesca esportiva.

Na ocasião, Amorim precisou enfrentar cerca de uma hora e 20 minutos de disputa até conseguir dominar o animal.

Mais de 34 anos depois, a marca brasileira permanece sem ser superada na categoria.

Para dimensionar a captura realizada em Massachusetts, o marlim fisgado por Chapman atingiu aproximadamente 90% do peso do exemplar brasileiro.

A diferença entre os dois gigantes foi de apenas 64,4 quilos, uma distância relativamente pequena quando se considera o porte desses animais.

Encontrar um marlim-azul tão grande naquela região é raro

O peso extraordinário não foi o único fator que chamou a atenção dos especialistas. A localização da captura também tornou o episódio incomum.

O marlim-azul é uma espécie altamente migratória, encontrada principalmente em águas tropicais e subtropicais. Embora possa alcançar regiões mais frias durante seus deslocamentos, sua presença no litoral da Nova Inglaterra é sazonal.

Segundo Walt Golet, pesquisador da Universidade do Maine, as águas da região permanecem frias demais para esses animais durante boa parte do ano. Por isso, existe uma janela relativamente curta para encontrar exemplares tão grandes naquele trecho do Atlântico.

A combinação entre tamanho, localização e condições ambientais tornou a captura especialmente rara.

Peixe gigante pode ter vivido até 30 anos no oceano

Depois da captura, a cabeça do marlim foi encaminhada a pesquisadores da Universidade do Maine, que pretendem analisar o exemplar para determinar sua idade.

A estimativa inicial é de que o peixe pudesse ter entre 25 e 30 anos, embora a informação ainda dependa de confirmação científica.

Enquanto isso, a carne do animal foi dividida entre aproximadamente 12 pessoas. Chapman, pescador aposentado da cidade de Plymouth, contou à Associated Press que estava procurando receitas para preparar o pescado, incluindo uma sopa de peixe.

Mesmo com décadas de experiência, ele reconheceu que nunca havia enfrentado um animal tão grande usando vara e linha.

Conheça o marlim-azul, um dos gigantes dos oceanos

O marlim-azul, conhecido cientificamente como Makaira nigricans no Atlântico, está entre os maiores peixes ósseos do mundo.

Seu corpo alongado e musculoso apresenta dorso azul intenso, laterais prateadas e um bico comprido e pontiagudo, utilizado durante a caça.

Diferentemente dos tubarões, que possuem esqueleto formado principalmente por cartilagem, os marlins pertencem ao grupo dos peixes ósseos.

A espécie se alimenta de atuns, lulas e outros animais marinhos. As fêmeas costumam atingir dimensões muito superiores às dos machos e podem alcançar centenas de quilos.

Sua força, velocidade e resistência fazem do marlim-azul um dos animais mais desafiadores da pesca esportiva.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/pescadores-enfrentam-peixe-gigante-de-571-kg-por-tres-horas-nos-eua-e-quase-derrubam-recorde-mundial-que-resiste-ha-34-anos/

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