
Na última sexta-feira (9), a pesquisa Vox Brasil apresentou um novo panorama da corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026. Com margem de erro de 2,15 pontos percentuais, o levantamento indica vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, apesar do empate técnico entre os dois.
De acordo com o instituto, brancos e nulos somam 3,4% das intenções de voto, enquanto 9,7% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar. Ao todo, 2.100 eleitores foram entrevistados presencialmente entre os dias 5 e 7 de outubro.
O segundo turno será realizado em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro ficou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A pesquisa Vox Brasil acertou o primeiro turno?
A pesquisa Vox Brasil chamou a atenção por indicar Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Divulgado em 2 de outubro, o levantamento apontava 41,2% das intenções de voto para Flávio, contra 40,4% para Lula. A diferença de 0,8 ponto percentual, porém, configurava empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.
Após a apuração, Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Dessa forma, a ordem numérica apresentada pela pesquisa se repetiu no resultado oficial, embora os percentuais tenham sido diferentes.
Por isso, o instituto foi apontado entre aqueles que anteciparam a liderança de Flávio no primeiro turno. Ainda assim, é importante distinguir o acerto na posição dos candidatos da precisão dos números estimados pela pesquisa.
Lula mudou a estratégia
Em busca de uma reviravolta histórica no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva mudou a estratégia de campanha após terminar a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL).
Entre as mudanças está a participação de Camilo Santana, atual ministro da Educação, na articulação política. Além disso, a campanha passou a apostar em uma comunicação mais direta com os eleitores, especialmente nas redes sociais.
A presença de jovens lideranças políticas também ganhou espaço. Entre elas está a deputada federal Ana Elisa, apontada como a parlamentar mais jovem de Minas Gerais. A participação desses nomes contribuiu para a adoção de novos formatos de comunicação, como vídeos gravados no estilo selfie, nos quais Lula fala diretamente com o público.
As mudanças foram discutidas em reuniões com parlamentares e aliados eleitos. Durante as conversas, o próprio presidente reconheceu problemas na condução da campanha e avaliou que a organização ficou abaixo do esperado.
Em uma transmissão ao vivo em seu canal oficial no YouTube, Lula fez críticas à estrutura eleitoral de sua candidatura, mas manteve o tom descontraído ao comentar o desempenho da equipe.
“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada de que participei desde 1989”, afirmou.
Edinho Silva é presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e integra a coordenação da campanha de Lula à reeleição.
O resultado do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, colocou Lula e Flávio Bolsonaro na disputa direta pela Presidência da República. O senador terminou a primeira etapa em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente obteve 45,16%.
A diferença entre os dois candidatos foi de 1,87 ponto percentual, equivalente a aproximadamente 2 milhões de votos, conforme os números apresentados.
Com esse resultado, a decisão ficou para o segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026. Até lá, a campanha petista busca ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado, ajustar sua comunicação e mobilizar apoiadores para tentar reverter a desvantagem registrada na primeira votação.