
A fase da Lua Nova, iniciada no dia 10 de outubro de 2026, às 12h50min, chega ao seu término em 18 de outubro de 2026, às 13h13min, momento em que o satélite natural da Terra entra oficialmente na fase Crescente. Essa mudança no calendário astronômico marca o início do retorno gradual da visibilidade do astro para os observadores terrestres.
Em sua trajetória constante pelo espaço, o satélite natural realiza sem parar os movimentos de revolução em torno da Terra e de translação ao redor do Sol. É exatamente essa mecânica celeste contínua que faz com que a porção iluminada pelo Sol comece a surgir no nosso horizonte logo após o entardecer.
Compreenda os detalhes e a evolução das fases lunares
A alternância das fases da Lua é um fenômeno astronômico decorrente da constante mudança de posição do satélite em relação à Terra e ao Sol, influenciando diretamente a iluminação observada no céu noturno ao longo dos dias.
A mecânica celeste da fase crescente e os novos ângulos solares
Durante o período de Lua Nova, o satélite posiciona-se exatamente entre a Terra e o Sol. Por essa razão geográfica, a sua face iluminada permanece inteiramente voltada para o Sol, enquanto o lado escuro fica direcionado para o nosso planeta.
Conforme o satélite avança ao longo de sua órbita elíptica, o ângulo de visão a partir da Terra altera-se em aproximadamente doze graus a cada dia. Logo após o dia 18 de outubro, quem observa o céu em solo terrestre começará a notar um fino arco prateado despontando no céu ocidental.
O formato inicial de foice evolui progressivamente até atingir o quarto crescente, estágio em que exatamente cinquenta por cento do disco lunar se apresenta iluminado. Em seguida, o processo contínuo avança em direção à fase de crescente gibosa e culmina na fase de Lua Cheia.
Além dos aspectos visuais no firmamento, o aumento gradual da luminosidade modifica a iluminação dos ecossistemas costeiros. Os animais de hábitos noturnos apresentam reações imediatas ao incremento na quantidade de fótons reflexivos durante o período da madrugada.
O impacto nas marés de quadratura e na dinâmica da rotina do litoral
A transição da fase Nova para a Crescente reconfigura também o comportamento das forças gravitacionais que atuam sobre os oceanos. Quando a Lua e o Sol atingem um posicionamento em ângulo de noventa graus com relação à Terra, os efeitos de atração gravitacional dos dois corpos celestes se anulam em parte, dando origem às marés de quadratura, comumente chamadas de marés mortas.
Nas praias e nos canais localizados na região da Baixada Santista, a oscilação entre a maré alta e a maré baixa passa a ser bastante discreta. A velocidade da correnteza marítima apresenta uma redução sensível nas passagens dos canais de Santos e de São Vicente. Em virtude dessa menor movimentação hídrica, as águas permanecem mais calmas, o que favorece tanto o banho de mar recreativo quanto a navegação de embarcações pequenas.
Paralelamente, os manuais de pesca e a literatura náutica apontam que a ocorrência de marés mortas simplifica a fixação de iscas na água. Com uma área mais estável disponível para o forrageamento dos peixes, a pescaria costeira torna-se altamente técnica e produtiva. Diante dessas condições, a expectativa é de uma semana de ritmo acelerado sob a luminosidade que volta a se expandir no horizonte.