
A Seleção Brasileira fará os três jogos da fase de grupos no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O torneio começa em 24 de junho e termina em 25 de julho de 2027.
A Fifa divulgou nesta quinta-feira (20) o calendário de partidas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada pela primeira vez no Brasil e também marcará a estreia do torneio na América do Sul.
Ao todo, 32 seleções disputarão 64 partidas entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. O Mundial passará por oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A divulgação também definiu o caminho inicial da Seleção Brasileira.
Como país-sede, o Brasil está no Grupo A e fará a partida de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro. Depois, a equipe seguirá para São Paulo e encerrará a primeira fase em Brasília.
Os adversários ainda serão definidos pelo sorteio da fase de grupos.
Brasil estreia no Maracanã e depois joga em São Paulo e Brasília
A estreia brasileira acontecerá em 24 de junho de 2027, no Maracanã.
Será também a partida responsável por abrir oficialmente a Copa do Mundo Feminina. A Fifa destacou a escolha do estádio e a presença da Seleção como um dos principais momentos planejados para o início da competição.
Cinco dias depois, em 29 de junho, o Brasil disputará a segunda rodada na Neo Química Arena, em São Paulo.
A terceira e última partida da fase de grupos acontecerá em 4 de julho, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.
Dessa forma, o calendário inicial da Seleção será:
Os horários e adversários dependerão das definições da Fifa e do sorteio.
São Paulo será a cidade com mais partidas da Copa
Entre as oito cidades escolhidas, São Paulo receberá o maior número de jogos.
A Neo Química Arena terá dez partidas durante a competição. Seis serão realizadas durante a fase de grupos e quatro acontecerão no mata-mata.
Além da partida do Brasil em 29 de junho, o estádio paulista receberá confrontos das oitavas de final, quartas de final, semifinal e disputa pelo terceiro lugar.
Isso significa que São Paulo permanecerá no calendário desde os primeiros dias da fase de grupos até a reta final da Copa.
O Rio de Janeiro terá nove partidas, assim como Fortaleza. Belo Horizonte receberá oito, enquanto Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador terão sete jogos cada.
Maracanã receberá abertura e final
Mesmo com São Paulo concentrando o maior número de partidas, os dois principais jogos do calendário ficarão no Rio de Janeiro.
O Maracanã receberá a abertura em 24 de junho e a final em 25 de julho.
O estádio já possui uma relação histórica com Copas do Mundo. Foi utilizado nos Mundiais masculinos de 1950 e 2014 e recebeu decisões das duas edições realizadas anteriormente no Brasil.
Em 2027, o local também entrará para a história da principal competição feminina organizada pela Fifa.
A abertura terá ainda um ingrediente especial: o retorno da Seleção Feminina ao Maracanã após 11 anos, segundo a CBF.
Caminho do Brasil muda de acordo com a posição no Grupo A
O calendário também permite antecipar onde o Brasil poderá jogar caso avance ao mata-mata.
Se terminar a primeira fase na liderança do Grupo A, a Seleção disputará as oitavas de final em Fortaleza.
Nesse cenário, uma eventual classificação levaria o Brasil para Belo Horizonte nas quartas de final e, posteriormente, para São Paulo na semifinal.
Caso termine o Grupo A na segunda colocação, o trajeto muda.
As oitavas seriam disputadas em Belo Horizonte. Se avançasse, a Seleção seguiria para Fortaleza nas quartas e poderia disputar a semifinal no Rio de Janeiro.
O adversário em cada etapa dependerá do sorteio, das posições finais dos grupos e dos resultados do próprio torneio.
Oito cidades receberão os 64 jogos
A Fifa distribuirá a Copa do Mundo Feminina por diferentes regiões do país.
As oito sedes escolhidas são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Os estádios serão:
A distribuição foi planejada considerando não apenas os jogos, mas também deslocamentos das seleções, períodos de descanso, logística, transmissão e operação do torneio.
Segundo a chefe de Futebol Feminino da Fifa, Sarai Bareman, um dos pontos centrais da elaboração do calendário foi reduzir os impactos das viagens e oferecer períodos adequados entre as partidas.
“Queremos que as jogadoras tenham a melhor experiência e possam atuar no seu melhor nível”, afirmou Bareman ao comentar a divulgação do calendário.
Copa terá 32 seleções pela segunda vez
A edição brasileira manterá o formato ampliado utilizado na Copa do Mundo Feminina de 2023.
Serão 32 seleções representantes das seis confederações continentais, divididas inicialmente em oito grupos.
As duas melhores equipes de cada chave avançarão para as oitavas de final.
A partir daí, a competição seguirá em formato eliminatório até a definição das duas finalistas.
Será apenas a segunda edição da história com 32 participantes. A ampliação ocorreu em 2023, quando Austrália e Nova Zelândia receberam conjuntamente o Mundial.
Sorteio vai definir as adversárias do Brasil
Apesar da divulgação do calendário, ainda falta uma das principais definições antes do início da Copa: a composição completa dos grupos.
O Brasil já possui vaga garantida por ser o país anfitrião e ocupará o Grupo A.
As adversárias serão conhecidas após o sorteio oficial da competição, previsto para dezembro.
Até lá, as Eliminatórias continentais e os processos classificatórios restantes continuarão definindo as participantes.
Com o sorteio, também será possível preencher o calendário divulgado nesta quinta-feira com os nomes das seleções em cada uma das 64 partidas.
Primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul
A edição de 2027 terá importância histórica além dos resultados dentro de campo.
Será a décima Copa do Mundo Feminina organizada pela Fifa e a primeira realizada na América do Sul.
O Brasil já recebeu duas edições da Copa do Mundo masculina, em 1950 e 2014, mas nunca havia sediado o principal torneio mundial de seleções femininas.
A última edição aconteceu em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia.
Agora, durante pouco mais de um mês, as 32 seleções percorrerão oito cidades brasileiras até a decisão no Maracanã em 25 de julho.
Para o Brasil, o caminho começará no mesmo estádio 31 dias antes.
A Seleção abrirá a Copa diante da torcida no Rio de Janeiro, seguirá para São Paulo e Brasília e tentará construir, a partir dessas três cidades, o caminho para disputar pela primeira vez um título mundial feminino dentro de casa.