
Enquanto muitas famílias enfrentam trânsito para chegar ao trabalho ou levam os filhos de carro até a escola, Mark e Chera precisam entrar em um barco para cumprir tarefas do dia a dia.
A família vive em uma casa isolada, cercada por montanhas e acessível principalmente pela água. Por isso, praticamente tudo precisa chegar de barco ou de barcaça, desde materiais de construção até mantimentos, equipamentos e objetos pessoais.
Barco virou parte da rotina
A localização da casa exige planejamento para qualquer deslocamento. Além de transportar materiais e trabalhadores durante as obras, a família também usa barcos para chegar à cidade.
As crianças continuam estudando no município, enquanto Mark e Chera possuem trabalhos flexíveis que permitem trabalhar tanto em casa quanto na cidade.
O trajeto de barco dura aproximadamente 20 minutos. Para tornar o percurso mais seguro, eles contam com dois barcos fechados, equipados com GPS e aquecimento.
Família criou um quarto diferente para as crianças
A casa original tinha pouco espaço para grandes reformas. Como a família precisava criar quartos para os filhos, encontrou uma solução pouco convencional.
Eles anexaram uma yurt, uma estrutura circular tradicionalmente usada como moradia em diferentes regiões da Ásia Central, à casa principal. Um pequeno espaço de entrada faz a ligação entre as duas construções.
Dessa forma, as crianças ganharam um ambiente próprio sem exigir uma grande alteração na estrutura original.
Três sistemas garantem a eletricidade
Viver em um local isolado também exige soluções próprias para gerar energia.
Durante o verão, o principal sistema funciona com energia solar. A família possui 18 painéis solares ligados a um grande banco de baterias.
Apesar de a casa ficar cercada por montanhas, o sistema consegue atender bem às necessidades durante os meses mais ensolarados.
No entanto, a situação muda quando chegam os períodos mais frios e chuvosos.
Nessa época, os painéis não conseguem produzir energia suficiente para manter tudo funcionando. Por isso, a família instalou uma turbina hidráulica que aproveita a pressão da água de um riacho localizado na parte mais alta da propriedade.
O equipamento consegue produzir eletricidade durante todo o dia durante boa parte do ano.
Gerador fica apenas para emergências
Como terceira opção, a família mantém um gerador movido a propano.
Mesmo assim, Mark e Chera tentam utilizá-lo o mínimo possível. O combustível precisa chegar de barcaça, o que torna o propano muito mais caro do que seria em uma região com acesso por estrada.
A mesma dificuldade vale para o aquecimento.
Aquecimento exige planejamento no inverno
A casa principal possui um fogão a lenha, enquanto a yurt conta com um fogão a pellets para manter uma temperatura constante no quarto das crianças.
Além disso, a família mantém aquecedores de parede movidos a propano para os dias mais frios.
Esses equipamentos também ajudam quando todos precisam sair durante o inverno. Dessa maneira, a temperatura da casa não cai a ponto de congelar os canos.
Como o propano chega de barcaça e custa caro, a família procura reduzir o consumo sempre que possível.
Uma rotina completamente diferente
A vida de Mark, Chera e dos filhos exige uma organização que poucas famílias precisam considerar.
Cada ida à cidade depende do barco. Cada entrega precisa de planejamento. E até a energia da casa depende das condições do clima e da água.
Ainda assim, a família encontrou maneiras de manter uma rotina relativamente normal em um lugar distante das estradas.