
O microchip em cães tem ganhado espaço entre as medidas de identificação e segurança dos animais. Pequeno, o dispositivo possui um código exclusivo que permite reconhecer o pet e relacioná-lo aos dados do tutor.
Segundo informações do Blog Petz, o microchip pode ajudar em situações como desaparecimento do animal, viagens e identificação do responsável. Além disso, algumas cidades brasileiras já adotaram regras que tornam a microchipagem obrigatória.
Para que serve o microchip?
Apesar de muitas pessoas associarem o dispositivo a um sistema de rastreamento, o microchip não mostra a localização do cachorro em tempo real.
Na verdade, ele funciona como uma espécie de documento de identificação do animal. O dispositivo armazena um código único, que pode ser associado aos dados do pet e de seu responsável.
Para consultar essas informações, o cachorro precisa passar por um leitor específico, disponível em clínicas veterinárias e outros locais autorizados.
Assim, caso um animal perdido seja encontrado e levado para um estabelecimento que tenha o equipamento, o profissional pode realizar a leitura e verificar os dados cadastrados.
Microchip é obrigatório no Brasil?
A obrigatoriedade depende das regras de cada município.
Segundo o Blog Petz, algumas cidades brasileiras já exigem a identificação eletrônica dos animais. Entre os exemplos estão Rio de Janeiro (RJ) e Jundiaí (SP), onde a microchipagem faz parte das exigências para animais de estimação.
Além disso, Paulínia (SP) passou a exigir o procedimento em 2026. Já na capital paulista, o microchip é necessário para animais vendidos ou doados.
Por outro lado, a regra ainda não vale para todas as cidades brasileiras. Por isso, os tutores devem consultar a legislação do município onde vivem.
Procedimento é simples
A aplicação do microchip não exige uma cirurgia.
De acordo com o Blog Petz, um médico-veterinário utiliza uma agulha um pouco mais grossa que as convencionais para inserir o dispositivo sob a pele do cachorro, geralmente na região do dorso.
O microchip tem aproximadamente o tamanho de um grão de arroz. Além disso, a aplicação costuma ser rápida e não exige um período específico de recuperação.
Ainda assim, o procedimento deve ficar sob responsabilidade de um profissional veterinário.
Microchip também pode ser exigido em viagens
Quem pretende viajar para outro país com o cachorro também precisa ficar atento às regras de entrada.
Segundo o Blog Petz, diversos destinos exigem que cães e outros animais tenham um microchip para entrar no território. Países da União Europeia, como França, Itália e Espanha, possuem essa exigência.
Nos Estados Unidos, as regras também podem determinar características específicas para o dispositivo, incluindo a possibilidade de leitura por equipamentos compatíveis.
Por isso, antes de viajar com o pet, é importante verificar as exigências do país de destino e realizar o procedimento com antecedência.
Quanto custa colocar o microchip?
O preço da microchipagem varia de acordo com a cidade, a clínica e o serviço oferecido.
Por esse motivo, o tutor deve consultar estabelecimentos veterinários da região para saber o valor da aplicação e do cadastro das informações.
Além disso, algumas prefeituras realizam mutirões gratuitos de identificação de animais. Em determinados programas públicos de castração ou vacinação, a microchipagem também pode fazer parte das exigências.
Identificação pode ajudar em caso de desaparecimento
O principal benefício do microchip está na possibilidade de identificar o animal de maneira permanente.
Coleiras e plaquinhas podem ser perdidas ou retiradas. Já o dispositivo permanece sob a pele do cachorro e pode ser lido por equipamentos específicos.
Dessa maneira, quando o tutor mantém os dados cadastrais atualizados, a identificação pode facilitar o reencontro com um pet perdido.
Além disso, o registro também pode auxiliar autoridades na identificação do responsável pelo animal em situações relacionadas a abandono ou outros casos de posse irregular.