Astro do beisebol comprou terreno por US$ 2,5 milhões e agora pede R$110 milhões por mansão

Astro do beisebol comprou terreno por US$ 2,5 milhões e agora pede R$110 milhões por mansão

O ex-jogador do Hall da Fama transformou 11,58 acres no Cypress Lake, na região de Orlando, em residência concluída em 2008 e mantida por mais de 15 anos antes da listagem de luxo.

Ilustração de vista ampla de residência de luxo com telhado mediterrâneo e jardins voltados para lago calmo em área residencial de baixa densidade no centro da Flórida, nos Estados Unidos.

Ken Griffey Jr. colocou no mercado a mansão que mandou erguer do zero à beira do Cypress Lake, lago residencial na periferia de Orlando, cidade no centro da Flórida, estado do sul dos Estados Unidos conhecido pelo turismo de parques e pelo mercado imobiliário de alto padrão.

O preço pedido de 27 milhões de dólares, cerca de R$ 138,8 milhões, encerra um ciclo de mais de duas décadas que começou com a compra de um terreno ainda sem nenhuma edificação e terminou com uma casa mediterrânea de 22.108 pés quadrados, equivalentes a cerca de 2.058 metros quadrados, pronta desde 2008.

Em 2004 o outfielder, então no auge da carreira na Major League Baseball, adquiriu 11,58 acres de frente para a água por 2,575 milhões de dólares, cerca de R$ 13,2 milhões. Os registros de propriedade do Condado de Orange, a unidade administrativa que cobre Orlando e arredores na Flórida central, confirmam o valor e a data da transação.

Naquele momento o lote estava virgem: sem casa, sem muros definitivos, apenas a margem do lago e a vegetação típica da região. Griffey Jr. não comprou um imóvel pronto. Comprou a possibilidade de desenhar cada metro. Os quatro anos seguintes foram de projeto e obra.

Do lote nulo à casa mediterrânea de mais de dois mil metros

O atleta e a equipe de arquitetura e construção desenvolveram uma residência de estilo mediterrâneo, linguagem comum em empreendimentos de alto padrão da Flórida por causa do clima quente, da luz intensa e da referência a vilas costeiras europeias adaptadas ao subtrópico americano.

Telhados de telha, volumes brancos ou em tons terrosos, arcos, varandas amplas e integração com a água costumam marcar esse tipo de casa. A construção foi dada como concluída em 2008. A partir dali a propriedade passou a ser o endereço fixo ligado ao nome do jogador na região de Orlando, sob o número inicial 5603 na via local que margeia o lago.

A metragagem de mais de dois mil metros quadrados indica programa completo de residência principal: múltiplas suítes, espaços de convívio amplos, possivelmente dependências de serviço, garagens para vários veículos e áreas de lazer cobertas e descobertas.

Em termos de escala, os 22.108 pés quadrados equivalem a dezenas de apartamentos urbanos somados sob um único endereço e várias vezes a área de uma casa familiar americana média.

Projetar e construir nessa escala em quatro anos exige coordenação de empreiteiras, aprovação de plantas junto ao condado, infraestrutura de água, esgoto e energia dimensionada e, no caso de frente de lago, atenção a regras de margem e de navegação.

O fato de a obra ter sido entregue em 2008 indica que o cronograma, mesmo ambicioso, foi cumprido dentro da janela planejada após a compra de 2004. A escolha do estilo mediterrâneo não é acidental no contexto floridense.

Arquitetos e construtores locais recorreram durante décadas a referências da costa europeia do Mediterrâneo para criar casas que respiram, com pátios internos, aberturas generosas, materiais que lidam bem com umidade e salinidade e fachadas que envelhecem sob sol forte.

Em lotes de beira de lago essa linguagem se combina com decks, molhes, áreas de estar externas e circulação que privilegia a vista permanente da água. Manter a propriedade por mais de quinze anos após a conclusão da obra e por mais de vinte anos após a compra do terreno revela uma estratégia de longo prazo, típica de quem converte capital de carreira em ativo real de uso contínuo.

O salto de dez vezes e o mapa do luxo lacustre em Orlando

A decisão de listar o imóvel agora, com o pedido de 27 milhões de dólares, transforma em cifra pública o que durante anos permaneceu como ativo privado de um dos jogadores mais populares da história recente do beisebol norte-americano.

De 2,575 milhões para 27 milhões de dólares o múltiplo supera dez vezes em termos nominais, sem ajuste pela inflação do período. Parte desse ganho vem do próprio ato de construir: terra nua vira ativo acabado com projeto exclusivo.

Outra parte vem do ciclo longo de valorização de propriedades de luxo em regiões quentes dos Estados Unidos, impulsionado por migração interna, demanda de segunda residência e escassez relativa de frentes de lago privadas com acreagem generosa. Orlando e o Condado de Orange formam um dos eixos de crescimento imobiliário mais visíveis do Sul dos Estados Unidos.

A cidade ficou conhecida mundialmente pelos parques temáticos, mas ao redor dela se espalham comunidades lacustres, condomínios fechados e propriedades de acreagem que atraem compradores de alta renda em busca de privacidade, clima estável e acesso relativamente rápido a aeroporto internacional.

O Cypress Lake se encaixa nesse mapa: espelho d’água residencial, não um grande lago turístico de multidão, o que favorece mansões com cais privativo, jardins amplos e distância de vizinhos. Onze acres e meio equivalem a pouco mais de 4,6 hectares, área suficiente para a casa principal, anexos, gramados, estacionamento e faixa de preservação ou lazer à beira da água.

Orlando, vista do mapa, fica aproximadamente no centro geográfico da península da Flórida, a poucas horas de carro tanto da costa atlântica quanto do golfo, e a uma distância moderada de Miami e de Tampa.

Essa posição ajudou a cidade a virar hub de turismo, logística e, cada vez mais, de residências de alto padrão afastadas do ruído dos parques. Comunidades lacustres ao redor funcionam como contraponto: menos densidade, mais água, mais silêncio. O Cypress Lake se beneficia exatamente desse contraste.

Para um comprador internacional ou de outro estado americano, a combinação de aeroporto de grande porte, clima e privacidade de acreagem pesa tanto quanto a metragagem da casa.

Listagens nessa faixa costumam circular em redes especializadas, com tours privados, cláusulas de confidencialidade e prazos de due diligence longos, porque envolvem inspeção de estrutura, sistemas hidráulicos e elétricos de grande porte, eventuais restrições ambientais de beira de lago e custos anuais de manutenção que não são triviais.

Impostos prediais sobre mansões de acreagem no Condado de Orange, seguros, jardinagem, manutenção de cais e conservação de fachadas mediterrâneas compõem uma conta recorrente elevada. Quem compra herda não só a casa, mas a lógica de custeio de um ativo dessa magnitude.

A Flórida, estado sem imposto de renda estadual no sul dos Estados Unidos, há décadas atrai atletas de elite tanto para moradia quanto para diversificação patrimonial, e o clima permite uso quase o ano inteiro de áreas externas, o que importa para quem passou a carreira em estádios e viagens constantes.

Carreira, patrimônio e a conversão do swing em terra e concreto

Griffey Jr. disputou 13 vezes o All-Star Game da MLB, acumulou prêmios de luva de ouro na posição de campista central e foi eleito para o Hall da Fama em Cooperstown, vila no estado de Nova York, no nordeste dos Estados Unidos, onde fica o museu oficial do beisebol, com um dos percentuais de voto mais altos já registrados.

Passou a maior parte da carreira no Seattle Mariners, teve passagem marcante pelo Cincinnati Reds, time em que seu pai Ken Griffey Sr. também brilhou, e encerrou a trajetória com breve período nos Chicago White Sox. A fama do swing fluido, da defesa espetacular e da imagem de superestrela dos anos 1990 e início dos 2000 ajudou a consolidar patrimônio que incluiu a terra na Flórida.

A trajetória do terreno serve de exemplo concreto de como capital de carreira esportiva se converte em real estate nos Estados Unidos. Em 2004 Griffey Jr. ainda jogava em alto nível e podia destinar parte dos contratos e endossos a um lote que exigiria anos de obra.

Em 2008 a casa ficou pronta em meio à crise financeira global que derrubou preços em várias praças americanas, mas propriedades únicas de beira de lago com donos de grande visibilidade nem sempre seguem o mesmo ciclo de desvalorização de condomínios médios. Ao segurar o ativo até a listagem atual, o proprietário capturou a recuperação e a expansão posteriores do mercado de luxo floridense. Griffey Jr.

encerrou a carreira em campo por volta de 2010 e seguiu como figura pública do esporte, com aparições, homenagens e vínculos com as franquias em que jogou. A casa no Cypress Lake acompanhou essa transição da vida ativa para a vida pós-gramado. O anúncio de venda coloca a propriedade sob o olhar de corretores de luxo, family offices e compradores capazes de escrever cheques de dezenas de milhões de dólares.

O volume construído, a frente de água e o histórico de dono famoso formam o trio clássico que o segmento de estates usa para justificar pedidos nessa faixa. Em reais, o pedido se aproxima de R$ 138,8 milhões na cotação de referência usada para a conversão da matéria, enquanto o desembolso original de 2004 equivalia a cerca de R$ 13,2 milhões.

A diferença nominal impressiona o leitor acostumado a imóveis urbanos brasileiros, mas no recorte americano de frentes de lago privadas com mais de quatro hectares e casa customizada de dois mil metros o número dialoga com outras listagens de celebridades e executivos na mesma região.

O Condado de Orange registra há anos operações de alto valor em comunidades lacustres e condomínios fechados; a operação de Griffey Jr. se distingue por ter começado em terra nua e por ter mantido o mesmo proprietário do primeiro tijolo até a listagem.

Detalhes internos exatos da casa não foram o foco central dos registros públicos citados na cobertura, mas a escala sozinha já a coloca na faixa de estates, não de sobrados comuns de bairro. A via local que margeia o Cypress Lake concentra endereços de baixa densidade, o que reforça o apelo de privacidade.

Compradores potenciais avaliam não só a metragagem e o estilo, mas a navegabilidade do lago, a qualidade da margem, a distância até o aeroporto internacional de Orlando e a previsibilidade dos custos de condomínio informal de manutenção de uma propriedade isolada.

O múltiplo entre compra da terra e pedido de venda resume, em uma única cifra, vinte anos de decisões: adquirir virgem, construir grande, morar longo e listar no pico de atenção do mercado de luxo do centro da Flórida.

A reportagem de base sobre a listagem circulou em veículos internacionais de entretenimento e finanças pessoais; entre as fontes abertas que trataram do pedido de 27 milhões de dólares e da trajetória do terreno está o indiatimes.com, que repercutiu os números da compra de 2004 e da oferta atual.

O essencial, para quem acompanha tanto esporte quanto patrimônio, é a mecânica clara: um dos maiores nomes do beisebol contemporâneo transformou um cheque de 2,575 milhões de dólares em terra de lago, quatro anos de obra e uma mansão mediterrânea que agora busca comprador disposto a pagar mais de dez vezes o valor original do lote.

Cypress Lake, Orlando e o Condado de Orange permanecem o cenário fixo dessa conversão de carreira em concreto e água.

Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/variedades/astro-do-beisebol-comprou-terreno-por-us-25-milhoes-e-agora-pede-r110-milhoes-por-mansao-nn/

Postar um comentário