
Antes mesmo de Archie e Lilibet chegarem à nova escola, a presença dos filhos do príncipe Harry e Meghan Markle já provocou mudanças nos bastidores da instituição. A direção enviou um comunicado aos pais dos demais alunos e reforçou as regras de privacidade para preservar a imagem e a segurança das crianças e de suas famílias.
Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, devem iniciar o ano letivo em uma tradicional escola preparatória localizada na região dos Cotswolds, no interior da Inglaterra. Além da localização e do alto padrão de ensino, a instituição chama atenção pelo valor da mensalidade, que supera US$ 35 mil (cerca de R$ 180 mil) por ano.
A chegada dos filhos de Harry e Meghan, no entanto, exige cuidados adicionais. Segundo informações divulgadas pelo Page Six, a direção encaminhou uma carta aos responsáveis e reforçou a necessidade de manter discrição diante da chegada de famílias com grande exposição pública.
Escola “privada”
Na prática, as novas orientações reforçam uma regra central: a privacidade dos alunos deve ser preservada. De acordo com a comentarista real Kinsey Schofield, a mensagem reafirmou o compromisso da escola em proporcionar “um ambiente seguro, feliz e privado” aos estudantes.
Por isso, os pais não devem fotografar ou filmar outras crianças sem autorização. Da mesma forma, a instituição orientou os responsáveis a não publicar nas redes sociais imagens, informações ou detalhes sobre os alunos e suas famílias.
A preocupação não é por acaso. Desde o nascimento, Archie e Lilibet convivem com o interesse da imprensa por causa da posição ocupada pelos pais na família real britânica. Agora, ao ingressarem em uma escola no Reino Unido, a rotina dos dois poderá voltar a despertar atenção do público.
Ao mesmo tempo, a escolha da instituição faz parte de um plano maior de Harry e Meghan. O casal teria decidido educar os filhos no Reino Unido para permitir que eles passem mais tempo no país e mantenham maior proximidade com a família paterna, especialmente com o rei Charles III.
Segundo as informações divulgadas, Charles teria sido informado recentemente sobre os planos de retorno da família e recebido a notícia de maneira positiva. Assim, a mudança não envolve apenas a educação das crianças, mas também pode representar uma nova tentativa de aproximação entre Harry e seus familiares.
Piscina, esportes e atividades no rio
Enquanto a privacidade mobiliza a direção, a estrutura da escola também ajuda a explicar a escolha da família. O campus reúne uma série de instalações de alto padrão, incluindo piscina coberta, academia e amplas áreas destinadas à prática esportiva.
Os estudantes ainda têm à disposição campos de futebol com grama natural e sintética. Além disso, a instituição possui acesso a um rio, onde os alunos podem participar de atividades como passeios de barco e caiaque.
Fora das áreas esportivas, a escola também investe em atividades acadêmicas e artísticas. Os alunos contam com estúdios de arte, sala de culinária, laboratórios de ciências, teatro e um centro dedicado à música e às artes cênicas.
A estrutura chega também ao refeitório. Durante o dia, os estudantes podem fazer diferentes refeições, incluindo café da manhã, almoço e jantar. O cardápio oferece pratos variados, entre eles falafel e paleta de cordeiro assada lentamente.
Mesmo com todos esses detalhes, o nome da instituição permanece em sigilo. Por questões de segurança, o Page Six optou por não revelar qual escola receberá Archie e Lilibet. A decisão acompanha justamente o esforço para manter a rotina dos dois longe dos holofotes.
A mudança acontece seis anos depois de Harry e Meghan deixarem suas funções como membros seniores da família real e se mudarem para a Califórnia. Embora o retorno aproxime novamente o casal do Reino Unido, os dois não devem reassumir compromissos oficiais em nome da monarquia.
Ainda assim, a nova rotina pode abrir espaço para uma reaproximação. Com Archie e Lilibet vivendo e estudando no Reino Unido, Harry terá os filhos mais próximos dos familiares paternos e, principalmente, do rei Charles III. Dessa forma, uma decisão inicialmente ligada à educação das crianças também pode marcar um novo capítulo na relação do príncipe com a família real.