
O volume de chuva registrado em Santos neste mês já ultrapassou, com folga, a média histórica de setembro. Até sexta-feira (25), a Cidade acumulou 516,8 milímetros, enquanto o esperado para todo o mês é de 139,9 mm.
Diante do solo encharcado, a Defesa Civil reforçou as vistorias em áreas de encosta e mantém atenção às regiões consideradas de risco.
A situação exige acompanhamento constante porque o excesso de água pode aumentar a instabilidade do terreno e favorecer ocorrências como deslizamentos. Por isso, as equipes municipais intensificaram as inspeções nos locais previamente mapeados.
Somente nesta semana, após o registro de 8,7 mm de chuva, os agentes realizaram mais de 10 vistorias. Durante as visitas, eles verificam as condições das encostas e das moradias e procuram sinais que possam indicar movimentações ou mudanças no terreno.
Setembro bate recorde de chuva
O acumulado elevado já havia colocado Santos em estado de atenção para o risco de deslizamentos. Em 14 de setembro, quando a Cidade registrava 401 mm, a Defesa Civil informou que o mês já havia se tornado o setembro mais chuvoso da série histórica municipal.
Desde então, o volume continuou aumentando e chegou aos atuais 516,8 mm. Com isso, as equipes mantêm o monitoramento principalmente nas áreas de morro e outros pontos classificados como vulneráveis.
O acompanhamento faz parte do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que reúne informações sobre regiões suscetíveis a deslizamentos. A estratégia inclui vistorias, monitoramento meteorológico, emissão de alertas e orientação aos moradores.
Santos reforçou prevenção nos morros
A estrutura de prevenção do Município também passou por mudanças nos últimos anos. Entre 2015 e 2017, Santos revisou os critérios utilizados para acionar o Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC). O acumulado necessário para a adoção de medidas preventivas caiu de 100 mm para 80 mm em um período de três dias.
A revisão contou com técnicos da Defesa Civil de Santos, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Defesa Civil do Estado e de órgãos estaduais ligados a pesquisas ambientais.
Além do monitoramento, segundo a Prefeitura houve a ampliação de obras destinadas a reduzir os riscos nos morros. Entre as intervenções estão sistemas de drenagem, muros de contenção, impermeabilização de encostas e serviços para remoção e fixação de blocos rochosos.
O Município também reassentou famílias que viviam em áreas de risco no conjunto habitacional Santos R, construído para atender moradores retirados de regiões consideradas vulneráveis.
Alertas podem chegar diretamente aos celulares
A comunicação com os moradores também ganhou novos recursos. Além do envio de mensagens por SMS para pessoas cadastradas, Santos passou a utilizar o sistema Cell Broadcast, que permite encaminhar alertas diretamente aos celulares localizados em determinadas áreas de risco.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura ampliou a rede de monitoramento meteorológico com novos equipamentos e sensores. A estrutura busca melhorar a previsão das condições climáticas e aumentar a capacidade de resposta diante de situações de emergência.
Plano Preventivo começa mais cedo
Outra mudança anunciada pela Prefeitura envolve o período de funcionamento do PPDC. Em razão da previsão de impactos associados ao fenômeno El Niño, o Município decidiu antecipar o início do plano.
Tradicionalmente iniciado em dezembro, o PPDC passará a funcionar de 1º de novembro a 30 de abril. A Prefeitura também criou um grupo técnico formado por diferentes secretarias para estabelecer medidas complementares de prevenção e enfrentamento dos possíveis impactos do fenômeno.
A população pode acompanhar informações sobre previsão do tempo, alertas e medidas de prevenção pelos canais oficiais da Prefeitura de Santos.