
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o número representa mais de 1,1 mil mortes por dia. Evidenciando a dimensão dos problemas que afetam o coração e reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
A entidade também aponta que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país.
Cinco mitos sobre a saúde do coração que ainda confundem os brasileiros
Apesar da dimensão do problema, dúvidas e equívocos sobre a saúde cardiovascular ainda fazem parte do cotidiano da população.
Dessa forma, a cardiologista Fernanda Douradinho esclarece cinco mitos relacionados à saúde cardiovascular. Além disso, ela chama atenção para a importância de não esperar pelo surgimento de sintomas para cuidar do coração.
Mitos da Saúde Vascular
Entenda o que a medicina cardiovascular diz sobre sintomas, fatores de risco e prevenção no dia a dia.
Nem toda dor no peito é causada por um infarto. O sintoma pode ter origem muscular, pulmonar, gastrointestinal (como no refluxo) ou até emocional. No entanto, sinais súbitos e intensos exigem atenção e avaliação imediata.
Dor no peito, pressão alta e exercícios exigem atenção além dos sintomas
Ao desmistificar algumas das principais crenças sobre a saúde do coração, a cardiologista Fernanda Douradinho esclarece que muitos cuidados vão muito além da simples observação de sintomas no dia a dia.
Sobre a dor no peito, a especialista ressalta a importância de ficar atento aos sinais de alerta que exigem avaliação médica urgente:
“Toda dor no peito intensa, persistente ou acompanhada de falta de ar, suor frio, náuseas ou irradiação para o braço, mandíbula ou costas deve ser avaliada imediatamente.”
No que diz respeito à pressão alta, conhecida como uma condição silenciosa, a médica alerta para o risco de descobrir o problema apenas após o surgimento de complicações:
“Muitas pessoas só descobrem que têm pressão alta durante consultas ou após complicações, como infarto, AVC ou insuficiência renal. Por isso, medir a pressão regularmente é fundamental.”
Sobre os riscos cardiovasculares em mulheres, a cardiologista destaca que os sintomas de um infarto podem se manifestar de forma diferente nesse público, o que pode dificultar e atrasar o diagnóstico correto:
“O infarto na mulher pode se manifestar de forma diferente, com sintomas como cansaço intenso, falta de ar, náuseas e dor nas costas, o que pode atrasar o diagnóstico.”
A respeito dos jovens, a especialista enfatiza que a prevenção deve começar antes mesmo do surgimento de qualquer complicação, com o controle dos fatores de risco desde cedo.
Por fim, ao abordar a prática de exercícios físicos, Fernanda reforça que, embora a atividade física seja uma grande aliada da saúde, ela não dispensa a avaliação profissional:
“A prática de atividade física é uma das melhores formas de proteger o coração, mas ela não substitui o acompanhamento médico.”
Prevenção cardiovascular começa antes do surgimento de complicações
Assim, os alertas reforçam que cuidar da saúde do coração exige vigilância constante e uma postura preventiva, indo muito além da simples observação de sintomas aparentes.
Dessa forma, exames regulares, acompanhamento médico periódico e atenção aos sinais de alerta, especialmente entre grupos que muitas vezes negligenciam os riscos, como mulheres e jovens, são medidas fundamentais para preservar a saúde cardiovascular e contribuir para uma vida mais longa e saudável.
Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/variedades/mitos-saude-coracao-doencas-cardiovasculares/